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É falso que Barroso e Moraes tenham 'fugido' para Roma; ministros do STF estão no Brasil

MAGISTRADOS PARTICIPARAM DE COMPROMISSOS E DESPACHARAM DECISÕES DE BRASÍLIA NOS ÚLTIMOS DIAS; STF NEGOU VIAGEM À CAPITAL ITALIANA

29 jul 2025 - 13h31
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O que estão compartilhando: publicações afirmam que os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), estariam "escondidos" na Embaixada do Brasil em Roma, na Itália, para "fugir" das sanções da Lei Magnitsky.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. Os dois ministros estão no Brasil e não viajaram a Roma recentemente. Barroso, presidente da Corte, esteve em eventos em Brasília (DF) nesta semana e na passada. Moraes tem despachado decisões da capital federal, mesmo que o Supremo esteja em recesso neste mês. A assessoria do STF negou o boato que circula nas redes sociais.

Saiba mais: Não há registros na imprensa ou na agenda dos ministros de uma viagem a Roma. O boato sobre uma suposta fuga de Barroso e Moraes foi divulgado inicialmente pelo blogueiro Allan dos Santos em um canal no YouTube, no dia 25 de julho. Ele está foragido da Justiça brasileira desde 2021.

O Estadão Verifica tentou contato com Allan dos Santos por meio do canal de Youtube em que ele fez as alegações, mas não recebeu retorno até a publicação da checagem.

Notícia e fotos publicadas pelo Supremo mostram que Barroso esteve nesta segunda-feira, 28, em uma conferência pública na Universidade de Brasília (UnB).

O ministro Alexandre de Moraes expediu decisões nos últimos dias sobre ações das quais é relator. Na última sexta-feira, 25, ele autorizou a saída temporária do ex-deputado federal Daniel Silveira, do local onde cumpre pena em Magé (RJ), para fazer uma cirurgia no joelho. A assinatura da decisão do magistrado foi registrada em Brasília (DF), como indica o documento digital.

Nesta segunda, Moraes permitiu que o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira visite sua sogra internada em estado terminal no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro (RJ). O militar está em prisão preventiva.

Como noticiou o Estadão, o Supremo está em recesso dos dias 2 a 31 de julho. Mesmo durante a pausa, Moraes e outros ministros estão trabalhando. Barroso atua em plantão desde o dia 17 até o fim deste mês.

Ministros e Lei Magnitsky

Allan dos Santos afirmou na gravação que os magistrados estariam em viagem para fugir da aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos. Até o momento, não houve aplicação da legislação americana contra os ministros do Supremo.

A lei aprovada em 2012 permite punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Ela prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de cancelamento de visto e proibição de entrar no país.

Como noticiou o Estadão, integrantes do Supremo negam ter dinheiro aplicado em instituições financeiras nos EUA.

Em 18 de julho, o governo de Donald Trump anunciou a revogação imediata de vistos de ministros do STF, incluindo seus familiares. Na lista estão Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes.

Na semana passada, uma entidade americana ligada ao processo das empresas de comunicação Trump Media pediu a aplicação da Magnitsky contra Moraes e outros magistrados. O uso da lei pelos EUA seria inédito contra um ministro de Suprema Corte no mundo.

Como lidar com posts do tipo: A alegação de Allan dos Santos foi difundida por postagens nas redes sociais sem confirmação. Uma busca na agenda dos ministros no site do STF mostra que eles não estiveram em Roma nos últimos dias. Também não houve publicação na imprensa profissional sobre viagem dos magistrados.

Estadão
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