Caso Orelha: Vídeo mostra suspeito da morte voltando na cena do crime
Imagens de segurança desmentem depoimento de adolescente e confirmam que ele deixou condomínio no momento do ataque ao cão Orelha
Novas provas técnicas foram fundamentais para a conclusão do inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Câmeras de segurança desmentiram o depoimento do principal suspeito, um adolescente, gerando o pedido de sua internação provisória.
O jovem havia afirmado que permaneceu na área da piscina de um condomínio durante toda a madrugada de 4 de janeiro. Contudo, as filmagens revelam que ele deixou o local às 5h25 e retornou apenas às 5h58. Esse intervalo coincide precisamente com o horário do ataque ao animal, estimado pelas autoridades por volta das 5h30.
Segundo o delegado Renan Balbino, o suspeito foi confrontado pelas contradições, já que ignorava que a polícia possuía as imagens. "As vestimentas e testemunhas confirmam que ele estava na praia", reiterou o delegado.
Com o encerramento das investigações nesta terça-feira (3/2), a Polícia Civil concluiu que o adolescente cometeu ato infracional análogo ao crime de maus-tratos, evidenciando que ele retornou à cena do crime logo após a agressão.
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Outro caso: Família de adolescente citado no caso Caramelo vive terror
Embora a justiça tenha comprovado sua inocência, o veredito implacável das redes sociais deixou cicatrizes família do jovem de 15 anos. O adolescente viu sua vida virar pelo avesso ao ser associado ao caso de maus-tratos dos cães Caramelo e Orelha.
Em um relato emocionante ao portal LeoDias, o pai do jovem detalhou como o encerramento das investigações foi incapaz de restabelecer a paz no lar. O linchamento virtual desencadeou uma crise de saúde mental na família. "Minha esposa teve que ir ao psiquiatra e está afastada do trabalho. Ela não tem condições, só chora e fica à base de remédios no sofá", desabafou o pai.