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Casa Civil monta tropa de choque para defender Weintraub na Câmara

Onyx Lorenzoni tenta evitar que ministro da Educação seja atacado também pelo Centrão

15 mai 2019
16h55
atualizado às 17h44
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BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, montou nesta quarta-feira, 15, uma espécie de tropa de choque para defender o titular da Educação, Abraham Weintraub, no plenário da Câmara. Em reunião na Casa Civil, Onyx pediu ajuda ao MDB para blindar Abraham, com receio de que ele seja atacado não apenas pela oposição, mas também por partidos do Centrão -capitais têm manifestações contra cortes na educação (acompanhe aqui).

"Eu vou defender o ministro", disse o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS), que vai fazer perguntas para Weintraub. "Vamos mostrar que o contingenciamento de verbas não é corte de recursos. É apenas suspensão. Todos os governos fazem isso e, até agora, a pasta que menos cortou despesas foi a da Educação."

Perondi afirmou que o Ministério da Educação honrou os compromissos até este mês e que, para a situação melhorar, a sociedade deve pressionar o Supremo Tribunal Federal a dar uma "resposta imediata" sobre o decreto que bloqueou 30% do orçamento das universidades federais e dos institutos. O ministro do Supremo Celso de Mello decidiu levar ao plenário da Corte a ação que questiona o decreto presidencial.

"Temos de nos dar as mãos e ir ao Supremo, e não gritar nas ruas", observou o deputado do MDB. Perondi também aproveitou para encaixar a defesa da reforma da Previdência em sua argumentação. "A saída para resolver o problema e assegurar investimentos é a reforma. Não tem outro jeito."

Para o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), Weintraub não precisa de apoio no plenário. "O próprio ministro pode se defender. Ele é extremamente capacitado e preparado. Vai deitar e rolar aqui", comentou Delegado Waldir. O PSL é o partido do presidente Jair Bolsonaro e, com 54 deputados, é a segunda maior bancada, atrás do PT.

Deputado licenciado, Onyx acompanhou Weintraub até a Câmara e está sentado na segunda fileira do plenário. Ao responder a uma pergunta do deputado Orlando Silva (PC do B-SP), o ministro disse que não é responsável pelo atual contingenciamento nem pelo que chamou de "desastre" da educação básica. Responsabilizou os governos de Michel Temer e de Dilma Rousseff e recebeu vaias, mas alguns aliados do PSL também aplaudiram.

Estadão

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