Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Carro-bomba explode na cidade síria de Deir ez-Zor

Compartilhar

Um carro bomba explodiu neste sábado na cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, informaram a televisão local e o Observatório de Direitos Humanos, que por enquanto não ofereceram dados sobre vítimas.

A explosão sacudiu a cidade nesta manhã em uma nova jornada de violência, um dia depois de o regime ter usado a força para reprimir manifestações em diferentes regiões do país. Uma grande coluna de fumaça foi gerada no lugar do atentado, onde edifícios e veículos foram danificados, segundo as imagens divulgadas pela televisão.

O Observatório sírio de Direitos Humanos afirmou em comunicado que o carro-bomba explodiu em uma rua na qual se encontram duas dependências da Inteligência e um hospital militar.

Em 10 de maio, pelo menos 55 pessoas morreram na explosão de dois carros-bomba na periferia de Damasco, no atentado mais sangrento desde o início da revolta contra o regime sírio, que acusou supostos grupos terroristas pelo massacre.

Esse tipo de ataques vem aumentando nos últimos meses na Síria, onde prossegue a violência apesar da presença de uma missão de observadores da ONU encarregada de verificar o cumprimento do plano de paz do enviado especial para o país, Kofi Annan, que estipula o fim das hostilidades, entre outros pontos.

Os ativistas dos Comitês de Coordenação Local assinalaram que as forças sírias bombardearam hoje com artilharia pesada a localidade de Kfar Nabol, na província de Idlib, e os bairros de Khobar e Sultanieh, na cidade de Homs, dois redutos da oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

Ontem, as forças do regime sírio empregaram fogo real para dispersar as diversas manifestações que percorreram vários bairros da cidade de Aleppo em mais uma jornada de protestos.

De acordo com os dados da ONU, desde março de 2011 mais de 10 mil pessoas morreram na Síria pela violência, enquanto 230 mil se deslocaram internamente e mais de 60 mil buscaram refúgio em países limítrofes, como a Turquia e o Líbano.

Damasco de Assad desafia oposição, Primavera e Ocidente

Após derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos. Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad, mas, aos poucos, os protestos começaram a ser desafiados por uma repressão crescente que coloca em xeque tanto o governo de Damasco como a própria situação da oposição da Síria.

A partir junho de 2011, a situação síria, mais sinuosa e fechada que as de Tunísia e Egito, começou a ficar exposta. Crise de refugiados na Turquia e ataques às embaixadas dos EUA e França em Damasco expandiram a repercussão e o tom das críticas do Ocidente. Em agosto a situação mudou de perspectiva e, após a Turquia tomar posição, os vizinhos romperam o silêncio. A Liga Árabe, principal representação das nações árabes, manifestou-se sobre a crise e posteriormente decidiu pela suspensão da Síria do grupo, aumentando ainda mais a pressão ocidental, ancorada pela ONU.

Mas Damasco resiste. Observadores árabes foram enviados ao país para investigar o massacre de opositores, sem surtir grandes efeitos. No início de fevereiro de 2012, quando completavam-se 30 anos do massacre de Hama, as forças de Assad iniciaram uma investida contra Homs, reduto da oposição. Pouco depois, a ONU preparou um plano que negociava a saída pacífica de Assad, mas Rússia e China vetaram a resolução, frustrando qualquer chance de intervenção, que já era complicada. Uma ONG ligada à oposição estima que pelo menos 7,6 mil pessoas já tenham morrido, número similar ao calculado pela ONU.

EFE   
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Meu Terra