Paraguaios são resgatados de condições análogas à escravidão em fábrica ilegal de cigarros em PE
Um grupo de 25 trabalhadores paraguaios foram resgatados de condições análogas à escravidão em fábrica ilegal de cigarros no Cabo de Santo Agostinho (PE).
Uma força-tarefa realizada nesta quinta-feira, 4 de junho, desmantelou uma fábrica clandestina de cigarros instalada no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.
Durante a ação, as autoridades encontraram 25 trabalhadores paraguaios vivendo em condições consideradas semelhantes à escravidão.
A operação reuniu equipes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Polícia Federal e Polícia Militar. O alvo foi um imóvel localizado na região de Pontezinha, onde funcionava uma estrutura voltada à produção ilegal de cigarros.
Além do resgate dos trabalhadores estrangeiros, a ação resultou na prisão de 19 pessoas. No local, os agentes encontraram grande quantidade de cigarros já embalados para comercialização, além de matérias-primas, insumos e maquinário utilizado na fabricação dos produtos.
Segundo a Secretaria da Fazenda, a descoberta ocorreu após um trabalho de inteligência que identificou a atividade clandestina. Ao chegarem ao endereço, as equipes constataram não apenas a produção irregular, mas também as condições precárias em que os trabalhadores estavam alojados.
Os paraguaios encontrados na fábrica foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, no Recife, onde a situação migratória e trabalhista de cada um deles deverá ser analisada. A investigação sobre as possíveis condições análogas à escravidão ficará sob responsabilidade das autoridades federais.
De acordo com a Sefaz-PE, os cigarros produzidos no local não possuíam selo de controle fiscal, documento obrigatório para a comercialização legal do produto. A suspeita é de que a produção fosse destinada ao mercado pernambucano.
Auditores fiscais também iniciaram um levantamento para identificar há quanto tempo a fábrica operava e quais pessoas ou empresas podem estar ligadas ao esquema.
As investigações apontam que a marca produzida clandestinamente era denominada "Eight". Os equipamentos encontrados demonstram que toda a linha de produção funcionava dentro do imóvel, desde a fabricação até a preparação dos cigarros para distribuição.
A Polícia Federal, a Polícia Militar e a Secretaria da Fazenda seguem apurando a extensão das atividades do grupo, bem como possíveis crimes tributários, trabalhistas e de falsificação de produtos.
O caso continua em investigação.
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