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Câncer em Covas reduz e prefeito agora passará por biópsia

Exames mostraram regressão das lesões cancerígenas, sem sinais de tumores em dois dos três locais atingidos; gânglios linfáticos, no entanto, ainda apresentam tamanho maior do que em órgãos saudáveis e médicos evitam a palavra 'cura'

19 fev 2020 14h28
| atualizado às 14h50
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Terminados oito ciclos de quimioterapia para tratar um câncer metastático no sistema digestivo, os exames feitos nesta quarta-feira, 19, no prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), mostraram resposta "brilhante" e regressão das lesões cancerígenas, sem sinais de tumores em dois dos três locais incialmente atingidos, segundo informou em entrevista coletiva a equipe do Hospital Sírio-Libanês que atende o prefeito. Entretanto, com gânglios linfáticos apresentando ainda um tamanho incomum, maior do que em órgãos saudáveis, o prefeito teve de fazer nova biópsia, e os médicos evitam a palavra "cura".

Covas tinha tumores na cárdia (transição do estômago para o esôfago), no fígado e nos linfonodos. Ele foi submetido nesta manhã a uma ressonância, um pet scan e a uma ecoendoscopia, exames que, de acordo com a equipe coordenada pelo infectologista David Uip, não mostraram mais sinais dos tumores.

Foto postada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em sua conta no Instagram
Foto postada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em sua conta no Instagram
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão Conteúdo

"Alcançou-se o resultado máximo" previsto pelo tratamento, segundo o oncologista Túlio Pfiffer, que faz parte da equipe. Covas reagiu bem às seis primeiras sessões de químico, mas teve reações às duas últimas, o que era esperado, segundo os médicos.

Entretanto, as análises apontaram que um linfonodo ainda estava em tamanho anormal, por isso foi feita a biópsia. Os resultados só devem sair no meio da semana que vem, pois dependem do tempo de reação dos tecidos aos produtos usados na análise.

Com os resultados da biópsia, os médicos devem decidir qual será a etapa seguinte do tratamento, que pode incluir uma cirurgia ou uma imunoterapia.

Os médicos evitaram comentar a respeito do futuro político do prefeito, que pretende disputar a reeleição. Covas continua com recomendação de evitar aglomerações, mas sem restrição a trabalhar. "A gente não para o tratamento para discutir política com ele", disse o oncologista Artur Katz. David Uip disse que a decisão de concorrer ou não é do prefeito. "O que cabe a nós é que ele possa fazer a melhor escolha possível."

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Estadão
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