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Brasileiro de 17 anos morre sob custódia de Israel; Itamaraty exige apuração

25 mar 2025 - 13h12
(atualizado às 13h15)
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O governo brasileiro confirmou, nesta terça-feira (25), a morte do Walid Khalid Abdalla Ahmad, de 17 anos, em uma penitenciária em Israel. A causa do óbito ainda não foi esclarecida, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores.

Abdalla Ahmad, de 17 anos, estava sob custódia do sistema prisional israelense
Abdalla Ahmad, de 17 anos, estava sob custódia do sistema prisional israelense
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

De acordo com o Itamaraty, o jovem, que também tinha nacionalidade palestina, foi detido em 30 de setembro de 2024, na Cisjordânia, por forças israelenses e levado à prisão de Megido, em território israelense. "As circunstâncias e a data exata do óbito ainda não foram esclarecidas", diz a nota oficial.

A primeira menção pública da morte partiu da Federação Árabe Palestina no Brasil, que se manifestou na segunda-feira (24). A entidade classificou o local da detenção como um "campo de concentração", denunciando supostos abusos, como choques elétricos, espancamentos e privação de alimentos.

O que o Brasil exige de Israel?

O Itamaraty informou que solicitou às autoridades israelenses uma apuração "célere e independente acerca das causas do falecimento", com divulgação dos resultados. O governo brasileiro também afirmou que "onze brasileiros residentes no Estado da Palestina seguem presos em Israel, a maioria dos quais sem terem sido formalmente acusados ou julgados, em clara violação ao Direito Internacional Humanitário".

A Federação Árabe Palestina no Brasil, por sua vez, cobrou o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países. A proposta foi rejeitada tanto pelo Itamaraty quanto por representantes da embaixada israelense no Brasil. A entidade também afirmou não ser aceitável conviver com um "banho de sangue promovido pelos gângsters de Tel Aviv".

O Escritório de Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia, acompanha o caso e está prestando assistência consular à família de Walid.

Segundo apuração da GloboNews, os parentes do jovem aguardam a liberação do corpo e informações mais precisas sobre a causa da morte. Um pedido formal de liberação já foi feito por uma associação palestina que acompanha casos de presos e seus familiares e está sob análise de um tribunal militar.

O jovem era acusado de agredir militares israelenses e, até sua morte, ainda não havia sido julgado.

Posição brasileira sobre o conflito

Desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas, em outubro de 2023, o governo brasileiro tem reiterado sua defesa por um cessar-fogo permanente. Também critica a atuação militar de Israel na Faixa de Gaza e pede a saída total das tropas da região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem declarado, em fóruns internacionais, que as ações do governo Benjamin Netanyahu resultam na morte de civis palestinos, incluindo mulheres e crianças. Em nota recente, o Brasil voltou a "deplorar" medidas israelenses que impedem a entrada de ajuda humanitária em Gaza e autorizam bombardeios durante pausas temporárias no conflito.

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