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Ustra é convocado para falar à Comissão da Verdade em Brasília

7 mai 2013
08h57
atualizado às 08h58
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A Comissão Nacional da Verdade convocou formalmente o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra para prestar depoimento perante seus integrantes. No encontro, agendado para sexta-feira, em Brasília, ele será questionado sobre crimes ocorridos no período da ditadura militar dos quais é acusado de ter participado. Se não obedecer à convocação, o militar pode responder por crime de desobediência ou ser conduzido à força. Até esta segunda-feira à noite ele ainda não havia respondido à comissão. O mais provável é que encaminhe um documento solicitando dispensa do comparecimento, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Ustra deve alegar que tudo que tem a dizer sobre suas ações na ditadura está contido em seus livros Rompendo o Silêncio (1987) e A Verdade Sufocada (2006). Foi essa a atitude que o coronel adotou quando, dias atrás, recebeu um convite da Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo para falar sobre violações de direitos humanos ocorridas no DOI-Codi do 2.º Exército entre 1970 e 1974 - período em que a instituição esteve sob seu comando. "Tudo que ele tem a dizer já está nos livros que escreveu", argumenta o advogado Paulo Esteves, que defende o militar. Se comparecer perante a comissão, Ustra tem o direito de não responder às perguntas que lhe fizerem. O nome do coronel é citado em centenas de depoimentos em casos que envolvem denúncias de tortura, morte e desaparecimento forçado de opositores. Ele tem negado sistematicamente todas as acusações.

Fonte: Terra

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