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SP: greves de ônibus e 'amarelinhos' atrapalham trânsito em Campinas

9 ago 2013
13h56
atualizado às 13h56
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Funcionários de duas empresas do transporte coletivo protestaram na manhã desta sexta-feira fechando os principais acessos às vias de Campinas (SP), a 100 quilômetros de São Paulo. Hoje é o segundo dia da manifestação, mas ontem, o movimento atingiu apenas os usuários das linhas internas, que tiveram outras opções de transporte. Hoje, a interrupção afeta a circulação de coletivos de outras empresas e as avenidas por onde trafegam companhias intermunicipais, além de motoristas de carros de passeio.

A paralisação dos motoristas de ônibus prejudicou os passageiros em Campinas (SP)
A paralisação dos motoristas de ônibus prejudicou os passageiros em Campinas (SP)
Foto: Rose Mary de Souza / Especial para Terra

Os veículos das empresas que saíram às ruas ficaram estacionados ao lado dos pontos de ônibus, um atrás do outro. De manhã, eram 283 coletivos parados e 75 mil usuários afetados, mas ao meio-dia,  517 urbanos deixaram de circular - ou seja, mais da metade, prejudicando 250 mil passageiros.

Ao todo, Campinas dispõe de 844 ônibus,  de acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que gerencia a mobilidade na cidade. A paralisação afeta também 85 linhas intermunicipais.

O protesto prejudicou os usuários das rodovias. A AutoBan informou que houve pico de 11 quilômetros de congestionamento com reflexo para a Rodovia Dom Pedro I, e  na Santos Dumont foram três quilômetros. Houve lentidão também na Rodovia Campinas - Monte Mor e acessos para Valinhos.

A Emdec informou que vai aplicar R$ 248,88 de multa por cada viagem não realizada. A paralisação dos motoristas e cobradores é contra o plano de saúde atual da categoria. Em uma reunião entre o sindicato e os empresários de ônibus, ficou decidido a troca do sistema. Não há informação se haverá uma assembleia para discutir se a paralisação continua ou seja interrompida. A categoria não protocolou pedido de greve.

Sem fiscalização
O protesto dos condutores do transporte coletivo coincide com a manifestação dos agentes de trânsito, conhecidos como "amarelinhos", que entram no quinto dia de greve. Eles são funcionários da Emdec - atuam na mobilidade urbana, fazem a fiscalização e aplicam multas. Os amarelinhos prometem retorno ao trabalho na próxima segunda-feira.

A Prefeitura de Campinas informou nesta sexta-feira que, diante da paralisação dos ônibus do transporte público na cidade, adotou cinco providências para garantir a mobilidade do trânsito. O prefeito Jonas Donizette acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para decidir sobre a manutenção de um percentual da frota circulando até a solução do conflito, haja vista a essencialidade do serviço.

A Emdec também acionou administrativamente as empresas para que a questão seja solucionada rapidamente. A medida implica autuação das empresas, com multa administrativa, por descumprimento de viagens - por cada viagem descumprida, a multa é de 100 UFICs (Unidade Fiscal de Campinas), o que totaliza R$ 248,88. As empresas já foram notificadas para que assegurem a manutenção da frota circulante, para não desassistirem a população.

Para dar fluidez ao trânsito, as obras da avenida Luis Smânio, importante via na região norte da cidade, foram suspensas. A medida será mantida até que o trânsito volte ao normal.

A prefeitura informou ainda, por meio da Emdec, que os agentes estão nas ruas priorizando o monitoramento e a orientação no trânsito, fazendo as ações necessárias para dar fluidez ao tráfego.

Por fim, o governo municipal disse que mantém contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Campinas e Região e com o consórcio que gerencia as empresas de ônibus para que as duas partes entrem em acordo e solucionem o quanto antes o impasse.

Fonte: Especial para Terra
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