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"Se trata de um influencer e não de um ribeirinho", diz fiscal do Ibama sobre tiktoker envolvido no caso da capivara "Filó"

Pelas redes sociais, Roberto Cabral também informou que Agenor já criou outros animais silvestres e dois deles chegaram a morrer

2 mai 2023 - 11h24
(atualizado às 11h51)
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Foto: Reprodução: Redes Sociais

Após a decisão da Justiça do Amazonas em devolver a capivara "Filó" a Agenor Tupinambá, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) utilizou suas redes sociais para reafirmar que o influenciador não é um ribeirinho.

"Se trata de um influencer e não de um ribeirinho. Ele é um fazendeiro, é um biombo herdeiro. Não é uma pessoa hipossuficiente [sem recursos econômicos]. É um influencer com milhares de seguidores", afirmou Roberto Cabral, fiscal do órgão. 

Veja o vídeo

Agente do Ibama critica influencer Agenor Tupinambá: "Não se trata apenas de uma capivara":

O fiscal também informou que Agenor já criou outros animais silvestres e 2 deles chegaram a morrer — dentre esses animais está outra capivara.

"Não se trata apenas de uma capivara a discussão sobre isso. Se trata de outra capivara, que teria morrido; de duas preguiças, sendo que uma delas morreu; de duas jiboias; de uma paca; de uma arara; dois papagaios; uma coruja; uma aranha", disse. 

Cabral ainda destacou que é ilegal o cárcere de animais silvestres e que Agenor estuda Agronomia, em Manaus, e poderia ter entregue os animais na cidade onde o Ibama tem sede.

Entenda polêmica

Uma capivara, um influenciador e uma ativista da causa animal.

Esses três personagens protagonizaram uma polêmica recente com tamanha repercussão nacional que envolveu o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e até uma deputada estadual, dividindo opiniões dentro e fora das redes sociais.

Entenda a seguir a história da capivara Filó e do influenciador Agenor Tupinambá e por que a ativista da causa animal Luisa Mell acabou envolvida, assim como o Ibama e a deputada estadual Joana Darc (União Brasil-AM).

Quem é Agenor Tupinambá?

O personagem central é o influenciador Agenor Tupinambá, de 23 anos e estudante de Engenharia Agronômica na UFAM (Universidade Federal do Amazonas).

Ele usava seus perfis nas redes sociais, como Instagram e TikTok, no qual tem milhões de seguidores, para mostrar, entre outras coisas, a rotina de uma capivara que mantinha como animal doméstico e à qual deu o nome de Filó.

Agenor e Filó faziam sucesso juntos, contribuindo para criar junto ao público uma visão romantizada da relação entre eles.

No conteúdo de maior alcance, agora retirado do ar, por exemplo, Agenor e o roedor compartilhavam momentos como uma soneca lado a lado a um mergulho em um rio próximo à propriedade rural de sua família, em Autazes, no Amazonas, a mais de quatro horas de barco de Manaus.

Para se ter uma ideia, o vídeo mencionado acima tinha, até meados de fevereiro, 83 milhões de visualizações, 12 milhões de curtidas e 161 mil comentários apenas no TikTok, plataforma na qual Agenor tem agora 1,8 milhão de seguidores. No Instagram, são outros 2,1 milhões.

Em entrevista ao portal Gshow, Agenor disse que um de seus objetivos era mostrar que a "Amazônia não é só mata".

"Já me perdi no meio da mata com meu irmão e foram horas para tentar sair. (Tive) encontros inusitados com cobras e jacarés. Eu me afoguei no rio muitas vezes. Apesar dos meus búfalos serem carinhosos, eles também ficam estressados às vezes".

Denúncia e apreensão

Em 18 de abril, Agenor tinha sido notificado pelo Ibama após denúncias de abuso, maus-tratos e exploração animal. Por causa disso, ele foi multado em R$ 17 mil. Também foi obrigado a apagar todos os vídeos que havia publicado com Filó.

Naquele dia, a deputada estadual Joana Darc (União Brasil), a mais votada do Amazonas e que se apresenta como protetora de animais, saiu em defesa de Agenor.

Em um vídeo publicado em seu Instagram, ela fala de uma possível apreensão pelo Ibama e argumenta que Agenor "está sendo perseguido como se fosse um criminoso, sendo que todo mundo sabe que aqui no Amazonas os animais convivem com as pessoas, principalmente no interior".

"A capivara Filó vive livre no habitat dela, que é o mesmo 'habitat' do Agenor".

"Não vou deixar isso acontecer, já estamos no caso e precisamos do apoio de todos vocês!!!!!"

Em uma série de postagens subsequentes, inclusive com Agenor a seu lado, ela o defende e reforça o que considera ser uma "punição injusta" contra o estudante de agronomia.

Também diz que sua equipe jurídica estava atuando para "anular as multas, e não receber essas punições de remover as imagens com a Filó das redes sociais e, o principal, é que os animais fiquem no seu habitat".

Foi então que na quarta-feira (26/4), Luísa Mell, conhecida ativista da causa animal e ex-apresentadora de TV, usou suas redes sociais para acusar Agenor de maus-tratos contra um porco, ao postar um vídeo do ano passado em que o estudante aparece em um rodeio.

O influenciador respondeu com uma nota de esclarecimento sobre o vídeo e disse: "Não sou mais essa pessoa".

"Ano passado fui convidado para participar do 'Autazes Fest', evento tradicional da minha cidade. E eu fui. Um certo momento, fui chamado para ficar no meio da arena enquanto um porco foi solto para que crianças corressem atrás dele. Infelizmente, é uma situação tradicional em rodeios e que faz parte da realidade onde cresci. Hoje a minha visão é outra".

Fonte: Redação Terra
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