Witzel, que já foi afastado do governo do Rio por suspeita de corrupção, visita Palácio do Planalto
Presidência da República diz que ex-governador tentou participar de agenda da Secom, mas não teria sido recebido
BRASÍLIA - O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, que foi alvo de processo de impeachment por suspeitas de irregularidades na Secretaria de Saúde do Estado, visitou o Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 15, para participar de uma agenda com a Secretaria de Comunicação (Secom), sob a alçada do ministro Paulo Pimenta. Sem expressão no meio político desde que foi afastado do cargo, em 2020, Witzel chegou ao Planalto acompanhado de mais uma pessoa às 16h29 e teve sua entrada autorizada pela área de segurança do prédio após dizer que iria à sala 205, localizada no segundo andar do Palácio, entre as salas da Secom e da Secretaria de Imprensa.
Segundo servidores da Casa, o local mencionado por Witzel é um espaço reservado para reuniões e espera de convidados. Na porta da sala há uma placa indicando "gabinete pessoal".
O Palácio do Planalto disse em nota que o ex-governador tentou participar de uma reunião do Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA) com a Secom. Na nota, a assessoria diz que Witzel é apoiador do Instituto. O texto ainda afirma que o político fluminense teve conhecimento da agenda e tentou participar do encontro, mas não explica como recebeu a autorização dos agentes ligados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para acessar o prédio.
O ex-governador ficou cerca de 20 minutos do Planalto e esperou parte do tempo na mencionada sala 205, onde outras três pessoas também estavam naquele momento. O Planalto, contudo, disse em nota que Witzel não foi recebido por ninguém da Secom. Questionado por jornalistas tanto na entrada quanto na saída do prédio, o político preferiu não responder sobre com quem seria o encontro.
Após o afastamento do Palácio das Laranjeiras no Rio, Witzel tentou voltar à política nas eleições de 2022, mas teve a candidatura ao cargo de governador rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ainda estar enquadrado na lei da ficha limpa.