Vereador do PSC é acusado de assédio após agarrar vereadora do PT em Florianópolis; veja vídeo
Carla Ayres (PT) foi abraçada e beijada sem o seu consentimento por Marquinhos da Silva (PSC) durante sessão na Câmara Municipal de Florianópolis
A vereadora Carla Ayres (PT) foi abraçada e beijada à força pelo colega Marquinhos da Silva (PSC) durante sessão da Câmara Municipal de Florianópolis nesta quarta-feira, 7. As imagens foram flagradas pelas câmeras e ganharam repercussão nacional após publicação da parlamentar em redes sociais. No post com o vídeo do ocorrido, Carla classificou o caso como assédio. "Não é brincadeira se só um riu", afirmou.
No dia em que aprovamos a Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal de Florianópolis, mais uma cena de assédio que precisamos lutar para que não ocorra nas ruas e nos parlamentos do nosso país. Não é brincadeira se só um riu! pic.twitter.com/2a8VytmG6X
— Carla Ayres (@carlaayres) December 7, 2022
Diante da situação, a parlamentar declarou que espera uma resposta contundente da Câmara Municipal de Florianópolis e do Judiciário e também encaminhará à mesa diretora um pedido de convocação da Comissão de Ética da Casa, para manifestação acerca de quebra de decoro. Ela afirmou também que registrará boletim de ocorrência contra o vereador pelos crimes de importunação sexual e violência de gênero.
Com a repercussão do caso, o vereador Marquinhos publicou nota na qual reconheceu "erro de abordagem" e pediu desculpas a Carla por tê-la abordado de "maneira inconveniente".
"Reconheço meu erro em abordar a vereadora de maneira inconveniente, sem a sua autorização, e diante disso peço minhas sinceras desculpas a ela e a todas as mulheres que se sentiram ofendidas pelo meu ato. Ressalto que em nenhum momento agi de maneira mal-intencionada, porém, fui infeliz em invadir o seu espaço. Levarei essa atitude equivocada como um aprendizado, compreendendo essa situação e repudiando toda forma de assédio. Espero que a nobre vereadora, da qual tenho enorme apreço, aceite meu pedido de desculpas", declarou.
View this post on Instagram
No mesmo dia do episódio, a Câmara de Florianópolis tinha aprovado a criação da Procuradoria Especial da Mulher, órgão responsável por atuar no combate à violência e à discriminação contra as mulheres, além de acolher vítimas, fiscalizar denúncias e qualificar os debates de gênero no município.