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Política

Valdemar Costa Neto diz que Zema seria 'vice ideal' para Flávio Bolsonaro

Presidente do PL também elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), classificando-a como um nome de forte carisma

23 fev 2026 - 22h01
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seria um nome "ideal" para compor como vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema tem negado a possibilidade publicamente.

Segundo ele, apesar de Zema não estar entre os mais bem avaliados no plano nacional, sua força em Minas Gerais teria peso estratégico. "Minas é Minas. Isso não tem preço para nós", afirmou, ao destacar a importância eleitoral do Estado.

Romeu Zema tem insistido que é candidato à Presidência e que não será vice de Flávio Bolsonaro
Romeu Zema tem insistido que é candidato à Presidência e que não será vice de Flávio Bolsonaro
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Em conversa com jornalistas após jantar com empresários, organizado pelo grupo Esfera Brasil em São Paulo, Valdemar também elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), classificando-a como um nome de forte carisma. Disse que as mulheres "estão em alta" na política e que a parlamentar reúne atributos relevantes, embora ainda não tenha havido qualquer conversa formal nem com ela nem com Zema. "São nomes bons, ótimos. Mas quem vai decidir é o Flávio. E o Bolsonaro. Quem manda é o Bolsonaro", declarou, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No cenário fluminense, Valdemar afirmou que o PL avalia lançar candidatura própria ao governo do Rio de Janeiro e que uma definição deve ocorrer após novas reuniões internas. Segundo o dirigente partidário, o prefeito da capital e pré-candidato Eduardo Paes é um bom líder, mas "não tem voto no interior" do Estado. Para Valdemar, isso seria um trunfo do partido, que possui grande quantidade de lideranças municipais no Rio.

Valdemar também afirmou que pretende conversar com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para reivindicar a indicação do vice em uma eventual chapa estadual em 2026. Segundo ele, o PL detém a maior bancada de deputados estaduais paulistas, com 20 parlamentares, número que pode crescer na próxima legislatura. "Na eleição passada, eu cedi a vice para o Kassab. Agora é a nossa vez", afirmou.

Rueda sobre apoiar Lula: É muito difícil a gente caminhar com a esquerda

No mesmo evento, o presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, afirmou que vê como "muito difícil" qualquer alinhamento da federação União-Progressista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Ele argumentou que há incompatibilidades políticas e ideológicas que impedem uma aliança, apesar de ter três ministérios no governo federal (Comunicações, Turismo e indicação em Desenvolvimento Regional).

"É muito difícil a gente caminhar com a esquerda. Quando você olha o DNA, vê que o Ciro foi ministro da Casa Civil do Bolsonaro. Como é que ele vai caminhar com o PT?", disse Rueda. "

Rueda avaliou que a disputa presidencial será "duríssima" e que o centro terá papel decisivo no resultado. Segundo ele, a federação partidária tem peso relevante no cenário nacional, com 109 deputados federais e 14 senadores, além da previsão de lançar 28 candidaturas ao Senado e 12 aos governos estaduais. Dos 13 palanques estaduais atualmente projetados, apenas dois estariam vinculados à esquerda - no Amapá e, possivelmente, na Paraíba.

O dirigente afirmou que o diálogo será intenso nos próximos meses e que trabalhará em conjunto com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na articulação nacional.

Ao comentar o perfil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rueda afirmou que o parlamentar é descontraído, fala com espontaneidade e transmite sinceridade, além de demonstrar equilíbrio e experiência. Disse ainda que o senador tem diferenças visíveis em relação ao pai.

Como exemplo, relatou um episódio ocorrido durante a pandemia, quando sua filha questionou Flávio sobre o fato de Bolsonaro não ter se vacinado. Segundo Rueda, o senador respondeu que tentaria convencer o pai a tomar a vacina, postura que, na avaliação do dirigente, demonstra sensibilidade política distinta da do ex-presidente. "São erros que tenho certeza de que o Flávio não vai cometer", afirmou.

Rueda também ressaltou a força eleitoral do presidente Lula, a quem classificou como "animal político" e extremamente querido, especialmente no Nordeste. Para ele, o cenário é de forte polarização, com papel estratégico reservado ao centro na definição do resultado.

Estadão
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