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Polícia

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Vizinhos dizem que não sabiam da existência de menino de 11 anos encontrado morto e acorrentado em SP

Pai foi preso por torturar criança, encontrada com sinais de maus-tratos no Itaim Paulista

13 mai 2026 - 10h07
(atualizado às 11h35)
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Chris Douglas, de 52 anos, confessou que acorrentava filho de 11 anos no pé da cama para evitar fugas
Chris Douglas, de 52 anos, confessou que acorrentava filho de 11 anos no pé da cama para evitar fugas
Foto: Reprodução

Os moradores da rua onde um menino de 11 anos foi encontrado morto e acorrentado dentro de uma casa, no Itaim Paulista, em São Paulo, afirmam que não sabiam da existência do garoto na casa. O pai, preso por torturar a criança, dizia ter apenas dois filhos e não mencionava o garoto mais velho.

Em entrevista à TV Globo, a dona de casa Silvani Oliveira Silveira contou que acreditava que o homem tivesse apenas duas crianças. “Era essa menininha e um menino de dois [anos]. Essa menina de 8”, disse. Questionada sobre o menino mais velho, respondeu que não tinha conhecimento. “Nunca foi falado. Ele nunca tocou em momento nenhum que tinha outro filho”.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o pai, Chris Douglas, de 52 anos, foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira, 11, na Rua Engenheiro Álvaro Cunha. A Polícia Militar foi acionada após o menino, Kratos Douglas, morrer sob suspeita de maus-tratos.

O corpo do menino foi encontrado dentro da casa da família, acorrentado ao pé da cama. Quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi o próprio pai. A causa da morte não foi divulgada. Quando a equipe de emergência chegou ao local, constatou a morte do menino.

Na casa, o pai confessou que mantinha o filho preso e a família tinha conhecimento da situação. A perícia e o Insituto Médico Legal (IML) foram acionados, e o caso foi registrado com tortura no 50° Distrito Policial (Itaim Paulista). O homem continua preso. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso.

Kratos foi encontrado com sinais compatíveis com maus-tratos, como hematomas nos braços, mãos e pernas, entre outros. Em depoimento, o pai alegou que mantinha o filho preso porque ele costumava fugir de casa.

Além do pai, a madrasta, a avó paterna e duas outras crianças viviam na residência, que fica nos fundos de uma casa.

A perícia apreendeu objetos eletrônicos e a corrente de metal utilizada para prender a vítima. O imóvel tinha câmeras de segurança, segundo o boletim de ocorrência. Os equipamentos serão analisados.

Fonte: Portal Terra
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