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Temer diz que não cometeu crime e que campanhas foram financiadas legalmente

19 mai 2017
22h04
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O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira que não está envolvido em nenhum tipo de crime e que os recursos que financiaram suas campanhas eleitorais foram declarados como determina a legislação.

"Michel Temer não recebeu valores, salvo os permitidos pela Lei Eleitoral e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Portanto, não está envolvido em nenhum tipo de crime", manifestou o Palácio do Planalto em comunicado divulgado hoje.

A nota foi uma resposta às novas acusações contra o presidente baseadas nas delações de diretores do Grupo JBS que foram divulgadas hoje e relatam o pagamento de propinas a milhares de políticos de todos os partidos.

Sobre Temer, um dos donos da JBS, Joesley Batista, afirmou que paga propina ao presidente desde 2010. Entre esse ano e 2010, o empresário teria chegado a pagar R$ 100 mil mensais ao presidente em troca de "diversos favores" no Ministério da Agricultura.

Batista também revelou que acertou no fim do ano passado com o deputado federal Rodrigo Rocha, aliado próximo de Temer, que pagaria ao presidente uma comissão de 5% sobre o faturamento de uma empresa elétrica da JBS que precisava de uma licença para operar.

Além disso, o diretor da JBS, Ricardo Saud, afirmou em delação que Temer pediu e recebeu R$ 15 milhões para as eleições de 2014 que seriam distribuídos entre os aliados. No entanto, o presidente teria ficado com R$ 1 milhão para ele em vez de usá-lo na campanha.

Todos os novos fatos se somam à gravação divulgada ontem, na qual Joesley Batista conta a Temer que procura favores para JBS em ministérios, recebe informações antecipadas sobre investigações e que está comprando o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.

Por causa das delações, o Supremo Tribunal Federal abriu uma investigação contra Temer, que pode ser acusado dos crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e corrupção passiva.

Na nota, Temer diz que "nada fez pelo ex-deputado Eduardo Cunha e isso prova que o presidente não obstruiu a Justiça".

EFE   

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