Tarcísio exonera Delegado Da Cunha, acusado de ‘encenar’ flagrante de sequestro
Caso ocorreu em 2020 e foi postado nas redes sociais
Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha, foi exonerado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) do cargo de policial civil. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 3, no Diário Oficial do Estado e corresponde a um processo administrativo no qual ele foi acusado de encenar o flagrante de sequestro, conforme apurado pelo Terra.
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O caso ocorreu em 2020. A Polícia Civil realizou uma operação para resgate de uma vítima em um cativeiro, na cidade de São Paulo. No entanto, Da Cunha teria chegado depois que os policiais já haviam ‘estourado’ o local do sequestro, estavam cuidando da vítima e já haviam prendido o criminoso.
No entanto, mesmo após a situação ter sido resolvida, ele teria encenado a prisão e o resgate para filmar e publicar no Youtube, onde acumula mais de 3 milhões de seguidores. Na época, ele foi investigado por abuso de autoridade e constrangimento ilegal, tanto administrarivamente quando na Justiça comum. No entanto, o processo criminal ainda não foi julgado.
De acordo com o Estadão, em junho de 2022, o Conselho da Polícia Civil de São Paulo aprovou a demissão do então delegado. O caso foi encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e ficou parado por cerca de quatro anos.
No mesmo ano, Da Cunha foi eleito deputado federal e estava, desde então, afastado de suas funções na polícia por seu mandato em Brasília, portanto, sem recebimento de salário.
O Terra procurou a assessoria do parlamentar, mas não teve retorno até o momento.
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