Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

STF condenam Bolsonaro e sete aliados a oito anos de inelegibilidade

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus condenados estão inelegíveis.

11 set 2025 - 21h31
Compartilhar
Exibir comentários

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 11 de setembro, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus condenados na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 estão inelegíveis.

Ex-presidente, Jair Bolsonaro.
Ex-presidente, Jair Bolsonaro.
Foto: Clauber Cleber Caetano/PR. / Portal de Prefeitura

A decisão se baseia na Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010), que impede a candidatura de condenados por órgão colegiado por um período de oito anos após o cumprimento da pena.

No caso de Bolsonaro, a consequência política é devastadora. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, o ex-presidente terá que cumprir integralmente a pena antes que comece a contagem da inelegibilidade. Ou seja, mesmo que cumpra os 27 anos de prisão, ficará mais oito anos sem poder disputar eleições, o que pode significar um afastamento de mais de três décadas da vida política institucional.

O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, destacou que a contagem do prazo de inelegibilidade começa imediatamente a partir da decisão colegiada, sem necessidade de trânsito em julgado. A medida será comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pela ministra Cármen Lúcia, para que seja feito o registro formal da inelegibilidade dos condenados.

Além de Bolsonaro, outros aliados envolvidos no chamado "plano golpista" também ficam impedidos de disputar cargos públicos. A decisão reforça o entendimento da Corte de que a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito não terá qualquer espaço de legitimação institucional.

Além da inelegibilidade, a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos para condenados criminalmente após o trânsito em julgado. Isso significa que Bolsonaro, assim como os demais réus, não poderá votar nem ser votado enquanto cumprir a pena.

O STF concluiu que Bolsonaro liderou uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2022 e 2023. Os ministros entenderam que houve planejamento e incitação a atos violentos, inclusive com apoio logístico e narrativas de fraude eleitoral sem provas.

As penas aplicadas incluíram condenações por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Portal de Prefeitura
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade