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Política

Rui Costa diz que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil após saída dele do cargo para a eleição

Ministro afirma que decisão foi comunicada por Lula e que troca no comando da pasta ocorrerá no início de abril sem mudanças na equipe

29 jan 2026 - 14h02
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SÃO PAULO E BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), confirmou nesta quinta-feira, 29, que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o ministério em seu lugar quando ele deixar o cargo para disputar as eleições.

Segundo Rui, a decisão já foi comunicada pelo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O presidente Lula já me comunicou e comunicou a Miriam também, que ela assume o ministério. Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma", declarou em entrevista à Rádio 95 FM de Jequié (BA).

Rui Costa é cotado para disputar uma vaga no Senado ou até retornar à corrida pelo governo da Bahia, apesar de o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), estar em seu primeiro mandato e poder concorrer à reeleição. O ministro disse que deixará o governo em 31 de março para se dedicar à campanha. "Eu saio no final de março, último dia de março", disse.

O calendário eleitoral impõe 4 de abril como limite para a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições. A legislação exige o afastamento para quem vai concorrer a um novo posto, regra que não se aplica a candidatos à reeleição - caso do presidente Lula.

Como mostrou o Estadão, Lula deve escolher secretários-executivos para comandar os ministérios que serão deixados por titulares que vão disputar as eleições. Conforme o ministro, o presidente dará prioridade, nas mudanças ministeriais, a nomes que já integram as atuais equipes.

"Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenha as equipes. Um caso ou outro pode mudar, mas na essência ele quer manter as equipes, porque não faz sentido, a seis meses das eleições, fazer mudança geral nas equipes, porque correria risco de descontinuar projetos e ações", concluiu.

Estadão
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