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Política

Quem é Omar Aziz, o senador que confrontou Pacheco por cobrança a Lula em crise com Israel

Omar Aziz é velho conhecido da política do Amazonas e ganhou projeção nacional presidindo a CPI da Pandemia; ele também guiará os trabalhos de comissão para investigar a Braskem

21 fev 2024 - 14h55
(atualizado às 16h29)
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O senador Omar Azis (PSD-AM), líder do partido no Senado
O senador Omar Azis (PSD-AM), líder do partido no Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado / Estadão

O senador Omar Aziz (PSD-AM) saiu em defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal, dizer que a Casa não iria "aderir, compactuar ou se calar" diante da comparação entre a incursão de Israel em Gaza com o Holocausto.

Para Aziz, apesar do paralelo traçado por Lula ser descabido, a "reprimenda" de Pacheco ao chefe do Executivo não foi adequada. O presidente do Senado negou que estivesse retaliando o presidente da República.

Aziz tem ascendência palestina e, durante a resposta a Pacheco, corroborou o ponto de vista de Lula quanto ao conflito em Gaza. O senador diz que, apesar de uma resposta ao grupo terrorista Hamas ser necessária, a incursão de Israel vem sendo desproporcional. "Me tipifique o que é matar 30 mil inocentes. E quantos terroristas foram mortos com esses ataques?", provocou Aziz.

Histórico de Aziz no Senado

Apesar de concordar com Lula sobre o conflito em Gaza, Aziz, que está há quase uma década no Congresso Nacional, não tem um histórico ligado à esquerda. O senador amazonense votou a favor da impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da PEC que instituiu o Teto de Gastos e da reforma trabalhista do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Mesmo com o histórico contrário aos interesses do PT, sua campanha de reeleição ao Senado em 2022 contou com o apoio de Lula, que Aziz definiu como "o melhor presidente da história desse País". Aziz foi eleito com 784.007 votos, em apuração acirrada diante de Coronel Menezes (PL), seu principal concorrente nas urnas.

Presidências de CPIs

A reaproximação com Lula começou com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a qual presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Ao fim dos trabalhos presididos por Aziz, a CPI pediu o indiciamento de 80 pessoas - entre elas, Jair Bolsonaro, seus três filhos que atuam na política e aliados próximos ao então chefe do Executivo.

Omar Aziz (sentado), presidente da CPI da Covid; Randolfe Rodrigues, vice-presidente da comissão (à esquerda); e o relator Renan Calheiros.
Omar Aziz (sentado), presidente da CPI da Covid; Randolfe Rodrigues, vice-presidente da comissão (à esquerda); e o relator Renan Calheiros.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado / Estadão

Velho conhecido da política do Amazonas, Aziz ganhou projeção nacional a partir da CPI da Pandemia. Além disso, a presidência no órgão investigativo em 2022 também pesou a favor da escolha de seu nome para o comando dos trabalhos da CPI da Braskem, que prevê a realização de sua primeira reunião ainda nesta quarta-feira, 21.

Trajetória política

Omar Aziz é natural de Garça, no interior de São Paulo. Aos 8 anos de idade, deixou a cidade paulista rumo a Ancash, no Peru. Cinco anos depois, um terremoto atingiu o país e a família decidiu se mudar novamente, desta vez para Manaus.

Na década de 1990, conquistou seu primeiro mandato eletivo, como vereador da capital amazonense. Em 1994, foi eleito deputado estadual. Antes de chegar à Brasília, passou mais de duas décadas atuando na política local, sendo vice-prefeito de Manaus entre 1997 e 2002 e vice-governador do estado entre 2003 e 2010, durante a gestão de Eduardo Braga.

Senador Omar Aziz (PSD-AM) já foi vereador, deputado estadual, vice-prefeito, vice-governador e governador
Senador Omar Aziz (PSD-AM) já foi vereador, deputado estadual, vice-prefeito, vice-governador e governador
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

Em 2010, foi eleito para a chefia do Executivo estadual, assumindo o cargo em 2011. Neste ano, migrou do PMN para o PSD, sigla em que está até hoje. Deixou o governo local em 2015, quando iniciou o primeiro de seus dois mandatos no Senado.

Estadão
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