Quem é o desembargador federal alvo de operação da PF
Newton Ramos já foi juiz auxiliar de Kassio Nunes Marques, citado em conversas sobre o Banco Master
O desembargador federal Newton Ramos, do Tribunal Regional Fedeal da 1ª Região (TRF-1), é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira. A ação ocorre por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Ex-juiz auxiliar do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), Newton aparece em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e é apontado como integrante da “Turma do KN”.
No TRF-1 desde 2023, o desembargador foi juiz-auxiliar de Kassio Nunes Marques quando o ministro ocupou a vice-presidência do tribunal, entre 2018 e 2020.
Carreira de Newton Ramos no Judiciário
Nascido em São Luís (MA), Newton tem uma trajetória de mais de duas décadas na magistratura e no meio acadêmico. Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ingressou na Justiça Federal em 2005 e passou por diferentes cargos no Maranhão e no Distrito Federal antes de chegar ao TRF-1.
O magistrado também passou pela Associação dos Juízes Federais do Brasil da 1ª Região (Ajufer), tendo sido vice-presidente e presidente da entidade entre 2014 e 2018.
Possui mestrado em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (UnB) e doutorado em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além disso, é professor adjunto da UFMA e autor de livro sobre poderes do juiz no processo civil.
Contrato de R$ 427 milhões com a "Turma do KN"
A Polícia Federal encontrou um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a “Turma do KN”, firmado pela mulher do desembargador, a advogada Camilla Ramos. O acordo estabelecia o pagamento de 5% em honorários líquidos de êxito sobre o valor recebido em 12 processos de precatórios estimados em R$ 8,5 bilhões.
Os contratos e as conversas compõem o HD enviado pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master, em julho. Na última semana, os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes pediram acesso à íntegra do material. Mendonça, por sua vez, nega ter direcionado a investigação.
Segundo as mensagens coletadas, pessoas ligadas a Vorcaro se referiam a Newton e Camilla Ramos como integrantes da “Turma do KN”.
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