Desembargador ligado a Kassio Nunes Marques é alvo de operação da CNJ
Newton Ramos é suspeito de ter proferido ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master, de Daniel Vorcaro
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta quarta-feira, uma operação contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A Polícia Federal coletou imagens do celular de Daniel Vorcaro e identificou o magistrado como integrante da chamada “Turma KN”, em referência às iniciais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.
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Segundo o Estadão, o magistrado é suspeito de ter proferido ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master.
Seis meses depois, sua mulher, a advogada Camilla Ramos, firmou um contrato de R$ 427 milhões com o banco de Vorcaro, conforme revelou o Metrópoles. O acordo estabelecia o pagamento de 5% em honorários líquidos de êxito sobre o valor recebido em 12 processos de precatórios, estimados em R$ 8,5 bilhões.
Anteriormente, outros áudios divulgados a partir do celular de Vorcaro sinalizaram que o ex-banqueiro havia custeado uma mansão para o “ministro KN” passar o carnaval de 2025 no Rio de Janeiro. Camilla também esteve presente no imóvel, acompanhada de Newton.
Newton é amigo do ministro do STF, que fez carreira como desembargador do TRF-1 e mantém influência na Corte. Nunes Marques também é citado em relações com Daniel Vorcaro.
Os dois se tornaram próximos no período em que Nunes Marques integrou o TRF-1. Na época, Newton atuou como auxiliar do ministro durante sua passagem pela vice-presidência do tribunal, entre 2018 e 2020. Em 2023, Newton foi promovido a desembargador do TRF-1, com apoio de Nunes Marques nos bastidores.
A operação foi determinada pelo corregedor-nacional de Justiça, Benedito Gonçalves.
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