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Política

Presidente do PT atua nos bastidores para vetar candidato de Moraes à PGR

Gleisi Hoffmann é resistente ao nome do vice-procurador eleitoral, Paulo Gonet Branco, para suceder Aras; entenda motivo

2 out 2023 - 13h47
(atualizado às 14h40)
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Foto: Portal de Prefeitura

O vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, está trabalhando nos bastidores para se tornar o sucessor de Augusto Aras no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). O mandato de Aras terminou em 26 de setembro, e, agora, caberá a Lula escolher o próximo Procurador-Geral da República.

Apesar do apoio de figuras importantes, incluindo os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Gonet enfrenta resistência dentro do PT, especialmente por parte da presidente da legenda, Gleisi Hoffmann (PT-PR). Certos setores do partido preferem Antônio Carlos Bigonha para ocupar o cargo.

O motivo do descontentamento com o atual vice-procurador eleitoral remonta ao ano de 2016. Na ocasião, Gonet fez uma sustentação oral perante a Segunda Turma do STF em favor da abertura de uma ação penal contra Gleisi Hoffmann e seu ex-marido Paulo Bernardo, que ocupou cargos ministeriais em governos do PT por quase uma década.

Gonet defendeu o recebimento da denúncia contra os dois no âmbito da Lava Jato. "A denúncia descreve fatos. A denúncia é rica em pormenores do que o procurador-geral da República imputa aos denunciados. Ela está confortada em elementos de convicção suficientes para que a denúncia seja recebida", disse.

Por decisão unânime, o colegiado optou por torná-los réus. Em 2018, ambos foram inocentados pela mesma turma.

O advogado de Gleisi no processo, Rodrigo Mudrovitsch, nega qualquer descontentamento com a atuação de Gonet naquela época. "Fui o advogado do caso. Em nenhum momento a defesa se incomodou com a sustentação oral realizada pelo doutor Paulo Gonet no momento do recebimento da denúncia. Foi uma atuação técnica em um momento inicial do processo", disse à Folha.

Fonte: Redação Terra
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