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Política

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Presidente da Câmara de Curitiba é investigado em operação sobre suposta rachadinha e venda de cargo

O vereador Tico Kuzma disse não ter sido formalmente comunicado sobre os fatos que motivaram mandados de busca e apreensão

29 jun 2026 - 17h21
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O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD-PR), foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paranaense. O grupo investiga um esquema envolvendo "rachadinha", prática ilegal em que um político exige a devolução de parte ou de todo o salário pago a funcionários, e venda de cargos públicos.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira, 29. Segundo o MPPR, a equipe apreendeu equipamentos eletrônicos e documentos, enviados para perícia, e uma quantia em dinheiro em espécie, ainda não contabilizada.

No início da sessão plenária desta segunda-feira, Kuzma comentou a operação. "Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de ma-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa", disse o vereador.

O parlamentar afirmou ainda que não recebeu comunicação formal sobre os fatos que motivaram as buscas, realizadas em seu gabinete e na Presidência da Câmara: "Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação." Ele acrescentou que sua postura é de "absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade."

Em nota, a Câmara Municipal de Curitiba divulgou que autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários.

Estadão
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