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Política

Policiais do Senado afirmaram ao STF que réus dos atos de 8/1 confessaram intenção de tomar o poder

Agentes prestarem depoimento na condição de testemunhas de acusação após serem indicados pela Procuradoria-Geral da República

28 jun 2023 - 15h33
(atualizado às 15h35)
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Comunidade internacional, que já estava entusiasmada em falar com o Fernando Haddad para entender o início do governo Lula, agora quer prestar solidariedade pelos atos terroristas em Brasília
Comunidade internacional, que já estava entusiasmada em falar com o Fernando Haddad para entender o início do governo Lula, agora quer prestar solidariedade pelos atos terroristas em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), os policiais legislativos do Senado afirmaram que os participantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro confessaram que o objetivo daquela ação era a tomada do poder.

Durante a oitiva, os agentes também manifestaram a convicção de que uma parte do grupo atuou de maneira premeditada e coordenada.

"Em regra, a queixa era essa. Motivo da manifestação era o fato da eleição do presidente, para mostrar que queriam tomar as sedes do Poder. Entrei no plenário do Senado e, na medida que entravam, dava para perceber que alguns comemoravam: 'O Congresso é nosso. O povo venceu'. Gravavam vídeos", disse o policial Everaldo Moreira, um dos agentes que prestaram esclarecimentos no Supremo.

"Chamou atenção o grau de aparelhamento dos manifestantes", completou Moreira.

Os policiais legislativos foram convocados como testemunhas de acusação após serem indicados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Eles prestaram depoimento nas ações judiciais contra os réus suspeitos de executarem, planejarem ou incitarem os atos antidemocráticos.

Detalhes do depoimento

Segundo o relato do policial legislativo Caio César Grillo, um dos invasores que ocupou a cadeira da Presidência no plenário do Senado anunciou aos parlamentares que "tinha acabado" para eles.

"Me chamou atenção o grau de descompasso. Um manifestante sentou na cadeira de presidente, e virou pra mim e falou: 'Agora acabou, né... Os deputados senadores caiu todo mundo'", contou o policial.

"Depois entendi. Ele explicou que, ao sentar na cadeira do presidente, acabou o Poder Legislativo, passaria ao domínio do povo. Ele achava que ao invadir o prédio haveria vitória do lado deles. Eles acreditavam que, bastava sentar na cadeira do presidente, e estariam adquirindo os Poderes da República nas mãos", completou.

Fonte: Redação Terra
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