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Planalto mantém nome de Cristiane Brasil para Trabalho

Governo só irá remarcar a posse da deputada para o Ministério quando --ou se-- conseguir derrubar impedimento no STF

9 jan 2018
16h59
atualizado às 17h04
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O Palácio do Planalto só irá remarcar a posse da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho quando --ou se-- conseguir derrubar a liminar que impediu a nomeação no Supremo Tribunal Federal, mas a parlamentar continua como futura ministra, a menos que seu partido, o PTB, decida oferecer outro nome, disseram à Reuters uma fonte palaciana.

Cristiane continua indicada ao cargo, a menos que o PTB decida apresentar outro nome.
Cristiane continua indicada ao cargo, a menos que o PTB decida apresentar outro nome.
Foto: Jornal do Brasil

O presidente Michel Temer ficou reunido com Cristiane Brasil e seu pai, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, até sair a decisão do vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Guilherme de Castro, que manteve a liminar impedindo a posse, discutindo alternativas jurídicas.

Por orientação de Temer, a AGU já preparava um recurso para o STF, em preparação para o caso de a liminar ser mantida, como acabou ocorrendo.

"Vamos esperar derrubar no STF e aí vamos marcar de novo", disse a fonte.

Cristiane, no entanto, continua indicada, a menos que o PTB decida apresentar outro nome.

"O presidente não vai pedir que o PTB traga outro nome, não vai se meter. Essa é uma questão interna do partido", disse a fonte.

Apesar de estar longe de ser unanimidade no PTB, a sinalização do partido ao Planalto é de que não vai haver troca na indicação, a não ser que o STF impeça em definitivo a nomeação de Cristiane.

A filha de Roberto Jefferson foi indicada pelo próprio pai ao presidente Michel Temer na semana passada. Depois de reunião com o presidente, Jefferson saiu do Palácio do Jaburu e já apresentou o nome da filha como definido. A confirmação foi feita na mesma tarde pelo Planalto.

A parlamentar foi indicada depois que José Sarney vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (MA) por ter ligações com o governador do Maranhão, Flávio Dino, adversário político do ex-presidente e um dos mais ferrenhos opositores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A parlamentar foi indicada depois de o governo vetar o deputado Pedro Fernandes (MA) por ter ligações com o governador do Maranhão, Flávio Dino, inimigo político de José Sarney e um dos mais ferrenhos opositores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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