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Política

PL suspende aliança com Ciro Gomes após racha na família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro chama de 'ruído' divergência com Michelle Bolsonaro e disse que isso não vai mais acontecer

2 dez 2025 - 17h45
(atualizado às 18h56)
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BRASÍLIA — O Partido Liberal (PL) anunciou que suspendeu as negociações com uma aliança com o ex-presidenciável Ciro Gomes no Ceará após uma reunião convocada para colocar panos quentes na briga pública entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os enteados Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

A crise começou no domingo, quando Michelle foi a um evento de lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo estadual, em Fortaleza, e criticou publicamente o deputado federal André Fernandes (PL-CE) pela aliança com Ciro para derrotar o PT no Estado.

O senador Flávio Bolsonaro chamou de "ruído" divergência com Michelle Bolsonaro e disse que isso não vai mais acontecer
O senador Flávio Bolsonaro chamou de "ruído" divergência com Michelle Bolsonaro e disse que isso não vai mais acontecer
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão

As declarações pegaram mal entre os filhos do ex-presidente, que fizeram defesa pública de André e chamaram o comportamento de Michelle de autoritário. O PL então convocou a reunião na sede do partido, em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a crise de "ruído" de comunicação, afirmou que um desentendimento do tipo não vai mais acontecer e que a articulação no Ceará está suspensa até que o partido encontre uma saída.

"(Houve) um ruído na nossa comunicação interna, já que as tratativas sobre todos os Estados do Brasil já vêm acontecendo, mas veio a público de forma muito prematura no Ceará", afirmou Flávio a jornalistas após a reunião.

Participaram da "lavagem de roupa suja", além de Flávio, Fernandes e Michelle, o presidente nacional Valdemar Costa Neto e o secretário-geral da sigla, o senador Rogério Marinho (RN).

Os bolsonaristas combinaram de discutir a composição das chapas e as alianças internamente a partir de agora para não levar questionamentos a público e causar novos rachas.

"Daqui para a frente, a gente vai fazer como tem que ser feito sempre: a gente conversar internamente com quem melhor conhece melhor a realidade regional. E pensar qual é a melhor forma de recolocar nosso projeto de país pra voltar a prevalecer a partir de 2027 e analisando cada cenário com muita calma. Não vai acontecer novamente", declarou.

O anúncio da suspensão na aliança com Ciro foi feito por Fernandes: "Pelo momento, vamos dar uma pausa, repensar e analisar um futuro melhor para o Ceará. Eu agradeço a confiança de continuar à frente dessa articulação".

O racha na família Bolsonaro aconteceu uma semana após os membros pregarem união e o fim das brigas públicas. O episódio endossa a divergência que vem ocorrendo dentro do Partido Liberal e na própria família sobre como impedir que a voz de Bolsonaro, com acesso restrito ao mundo externo, se enfraqueça e deixe de influenciar a disputa pelo Palácio do Planalto no ano que vem.

Numa reunião feita a portas fechadas e convocada às pressas em 24 de novembro, em razão da determinação de prisão preventiva de Bolsonaro que antecedera a definitiva, o partido discutiu como manter alinhada a tropa de choque em defesa do líder maior da direita.

Em seu discurso na ocasião, Michelle criticou os correligionários que atacam os colegas nas redes sociais, afirmou que a "roupa suja" deve ser lavada em casa, e pediu maior alinhamento em torno de Bolsonaro. O que foi debatido naquele encontro, entretanto, veio a ruir com a exposição das divergências feita em Fortaleza.

Já Flávio foi ungido o porta-voz oficial do pai. Sem Eduardo, autoexilado nos Estados Unidos, e mais próximo do ex-presidente do que o outro irmão Carlos, que mora no Rio de Janeiro, o senador ocupa um espaço privilegiado, com mandato, holofotes e acesso à PF para trazer e levar informações do mundo externo.

A decisão do PL de dar o posto de tamanha influência a Flávio contrasta com a avaliação que o irmão Eduardo faz do poder de todos os membros da família de representar a voz do ex-presidente.

"Enquanto durar a prisão do Bolsonaro, sempre vai haver essa confusão de quem fala por ele, quem fala, quem não fala. Tanto o Flávio como o Carlos, a Michelle, são próximos do meu pai e vão ter acesso a ele. Eu acho importante que sigam tendo essa proximidade pelo ponto de vista principalmente emocional", declarou Eduardo em entrevista ao Estadão na semana passada.

Estadão
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