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PGR denuncia Geddel e irmão, do "bunker", por peculato

No ano passado, após a descoberta da montanha de dinheiro, os irmãos foram denunciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa

5 dez 2018
17h01
atualizado às 17h49
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), e outras seis pessoas sob a acusação de terem embolsado recursos públicos destinados a pagar o salário de servidores lotados no gabinete do parlamentar.

A acusação criminal por peculato foi feita em inquérito aberto inicialmente para apurar outro fato, os 51 milhões de reais encontrados em setembro de 2017 em um apartamento da família Vieira Lima em Salvador.

Geddel Vieira Lima em Brasília
 22/11/2016   REUTERS/Ueslei Marcelino
Geddel Vieira Lima em Brasília 22/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

No ano passado, após a descoberta da montanha de dinheiro, os irmãos foram denunciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa, ocasião em que o Ministério Público Federal (MPF) disse que a origem desse recurso era de práticas criminosas como corrupção e peculato.

A nova denúncia do MPF sustenta ter ficado comprovado que uma das 3 partes da origem dos recursos dos 51 milhões de reais descobertos no apartamento em Salvador advinha da apropriação de até 80 por cento dos vencimentos destinados a 5 servidores lotados no gabinete de Lúcio Vieira Lima.

Foto: IstoÉ

Essa retenção de recursos dos funcionários -- estimada na denúncia em 5,2 milhões de reais -- ficou comprovada por provas documentais e testemunhais.

A defesa dos irmãos Vieira Lima não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

 

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