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Política

Pelo Twitter, Dilma ataca EUA e reclama de espionagem: 'é inadmissível'

7 out 2013 - 10h54
(atualizado às 11h26)
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A presidente Dilma Rousseff voltou a falar sobre espionagem na manhã desta segunda-feira, por meio de sua conta no Twitter. Em diversas postagens, ela fala sobre as denúncias de que o Ministério de Minas e Energia tenha sido alvo de espionagem por parte de outros países.  “É urgente q os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, disse a presidente, utilizando a linguagem característica do microblog. “Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”, completou, após uma série de publicações sobre o tema.

 Dilma tem abordado o tema espionagem desde ontem, quando informou ter ganhado um livro do jornalista James Bamford que "mostra que vem ocorrendo há mais tempo o que apareceu agora: espionagem a cidadãos brasileiros (inclusive eu), cias e ministérios". Nas publicações desta segunda, ela destacou denúncias de espionagem no Ministério de Minas e Energia e o suposto interesse do governo canadense na mineração brasileira.

“A denuncia de que Ministério Minas e Energia foi alvo de espionagem confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos” disse a presidente, que completou em outro comentário: "Embora o Ministério tenha bom sistema proteção d dados, determinei ao min Lobão rigorosa avaliação e reforço da segurança desses sistemas.”

Segundo Dilma, a espionagem praticada pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês) "atenta contra a soberania das nações e a privacidade das pessoas e das empresas". Dilma cita uma reportagem, na qual, fica explícito o interesse de empresas canadenses na área de mineração. "O Itamaraty vai exigir explicações do Canadá", informou a presidente.

Tudo indica que os dados do NSA são acessados pelos 5 governos e pelas milhares d empresas prestadoras d serviços c/ amplo acesso a eles”, tuitou a petista, demonstrando que o assunto envolvendo espionagem no governo brasileiro ainda está em aberto.

Espionagem americana no Brasil
Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.

Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.

Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.

O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.

Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal tambéminstaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.

Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.

Monitoramento
Reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada "filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil". Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Fonte: Terra
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