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Paulinho acusa procurador eleitoral de ser 'encomendado' pelo Planalto

Deputado encontrou ministros do TSE para discutir a criação de seu novo partido, o Solidariedade

24 set 2013
18h34
atualizado às 19h06
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O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) criticou nesta terça-feira o pedido do vice-procurador eleitoral, Eugênio Aragão, para que a Polícia Federal investigue suspeitas de fraude nas assinaturas de apoiadores do partido Solidariedade. Em parecer enviado ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Aragão informou que há indícios de fraude que podem comprometer o registro do partido. Paulinho da Força, como o deputado é conhecido, acusou o procurador de ter sido "encomendado" pelo Palácio do Planalto para prejudicar a criação de novos partidos.

"Estranho que um procurador que entrou agora questione três pareceres enviados anteriormente. Isso é estranho. Ou ele não confia (no Ministério Público) ou está de má fé. Todo mundo sabe que esse procurador é um cara encomendado pelo Palácio do Planalto. Está bem encomendado. Só isso explica", disse Paulinho após reunião com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também integra o TSE.

Por meio da assessoria de imprensa, Aragão disse que foi nomeado pelo procurador-geral Rodrigo Janot e que nunca falou com o Palácio do Planalto sobre o assunto. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República disse que não comentaria as afirmações de Paulinho.

Paulinho trava uma batalha para criar o 32º partido político brasileiro, o Solidariedade. Com o tempo cada vez mais exíguo, uma vez que o prazo se encerra no dia 5 de outubro, o deputado garante ter 520 mil assinaturas de apoio à sua empreitada. Para participar das eleições, o partido precisa apresentar assinaturas de 5% do eleitorado, ou 492 mil assinaturas segundo dados atualizados do TSE.

Até a noite de segunda-feira, o deputado acreditava que não enfrentaria problemas com a Justiça eleitoral. No entanto, o parecer de Eugênio Aragão alterou sua percepção sobre o caso. O procurador afirmou que há suspeitas de fraudes envolvendo o Sindicato do Poder Legislativo da União (Sindilegis). Segundo ele, alguns servidores negam terem assinado as fichas de apoio ao Solidariedade. Além disso, haveria assinaturas falsificas em cartórios eleitorais de Suzano e Várzea Paulista, em São Paulo, e de Brasília.

Paulinho nega que haja algum problema nos cartórios citados por Aragão. O deputado disse que seria "muito burro" se tentasse fraudar a assinatura de um chefe de cartório. "Seria muito imbecil, seria muito burro. Eu não sei como explicar. Ou alguém fez para sacanear ou juntou aquilo para prejudicar mesmo", disse.

Uma das soluções apresentadas pelo deputado é excluir as assinaturas desses cartórios eleitorais. Segundo suas contas, não passariam de 3,5 mil assinaturas. "Neles (nos cartórios) temos 3.511 certidões. Topamos descartar para tirar essa dúvida. Ainda assim devemos estar com mais de 500 mil certidões. Entregamos 503 mil contabilizadas pelo próprio TSE. Minha função tem sido explicar isso aos ministros", afirmou Paulinho.

Fonte: Terra
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