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Fraude para criar partido usa assinatura de chefe de cartório

24 set 2013
08h07
atualizado às 08h12
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O processo de criação do Solidariedade, novo partido organizado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDF-SP), teria irregularidades segundo denúncias de chefes de dois cartórios eleitorais da Grande São Paulo, que acusam o partido de falsificar suas assinaturas para “engordar” as listas de apoio apresentadas à Justiça Eleitoral. A informação foi publicada na edição desta terça-feira no jornal Folha de S. Paulo.

"Há centenas de assinaturas grosseiramente fraudadas, a minha entre elas. Perguntei a um representante como eles coletam assinaturas. Ele disse que era uma empresa que fazia. É a indústria do partido novo", disse ao jornal Helder Ito de Morais, chefe de um dos cartórios de Osasco.

Por causa das denúncias, o Ministério Público Eleitoral já pediu que a Polícia Federal abra inquérito para investigar as possíveis irregularidades, tanto em Osasco como e Várzea Paulista, conforme os relatos. O partido tem até a próxima semana para conseguir o registro e participar das eleições de 2014.

Uma das suspeitas é de que o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal (Sindilegis) tenha fornecido ilegalmente a base de dados com cerca de 11 mil filiados para que os nomes fossem usados como apoiadores.

O advogado Marcílio Duarte, que preside o Solidariedade, falou que não tinha conhecimento dos casos relatados pelos chefes dos cartórios, mas afirmou que eles representam parte irrelevante do total de fichas apresentadas. O Solidariedade diz que o processo não pode ser suspenso com base em apurações de nomes que nem chegaram a entrar no pacote com cerca de 520 mil assinaturas já certificadas pelos cartórios eleitorais.

 

Fonte: Terra
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