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Política

Oposição se reúne com Bolsonaro na Câmara e monta estratégia para enfrentar Moraes; saiba como será

Parlamentares que apoiam ex-presidente montam comissões durante recesso e listam prioridade para a volta dos trabalhos no Congresso

24 jul 2025 - 17h16
(atualizado em 24/7/2025 às 13h45)
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BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com deputados e senadores da oposição. Após o encontro, os parlamentares anunciaram as prioridades do grupo com a volta das atividades legislativas, em agosto. O foco será aprovar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a anistia aos presos do 8 de Janeiro e a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado.

Além disso, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou a formação de três subcomissões que trabalharão estratégias de comunicação ainda durante o recesso parlamentar, iniciado na última sexta-feira, 18.

A primeira comissão alinhará o discurso entre todos os parlamentares da oposição; a segunda será responsável por articulações na Câmara e no Senado para aprovar pautas de interesse bolsonarista; e a terceira será responsável por organizar manifestações pelo Brasil.

Gustavo Gayer (PL-GO) presidirá a primeira; Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a segunda; e Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) presidirá a última.

No Senado já havia mobilização para o impeachment de Moraes - essa decisão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União -AP). No início de 2025, já tinham nove pedidos protocolados na Casa.

A PEC que trata do fim do foro privilegiado, por sua vez, está na Câmara. A tramitação persiste deste a década passada

O texto mais avançado veio do Senado Federal e já foi aprovado por lá. Resta apenas a aprovação no plenário da Câmara.

A anistia, por fim, está na Câmara dos Deputados e depende de deliberação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Bolsonaro chegou na Câmara no início da tarde e foi aplaudido por deputados e senadores apoiadores. O grupo então entoou um pai nosso diante das Câmaras, puxado pelo deputado federal Marco Feliciano (PL-SP).

Deputados bolsonaristas falaram com jornalistas na tarde desta segunda-feira, 21. Eles receberam bandeiras do Brasil autografadas por Bolsonaro.

Mais cedo, Moraes decidiu que a medida cautelar imposta a Bolsonaro que o proíbe de usar redes socais também inclui participação em lives em qualquer plataforma de redes socais, inclusive em contas de terceiros.

Bolsonaro foi alvo de operação da PF na última sexta-feira.
Bolsonaro foi alvo de operação da PF na última sexta-feira.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A decisão ressalta que Bolsonaro não poderá "se valer desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão". Sóstenes chamou a decisão de "censura".

Na última sexta-feira, 18, Moraes decretou uma série de medidas restritivas contra o ex-presidente, sob o 'risco concreto de fugo. Bolsonaro passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais e não poderá se comunicar com o seu filho, Eduardo, nem com diplomatas ou embaixadores estrangeiros.

Além disso, ele deverá ficar sob recolhimento domiciliar das 19h às 6h, em dias úteis, e durante todo o final de semana.

Após a operação da Polícia Federal na sexta-feira, a bancada do PL no Congresso Nacional fez uma reunião de emergência para definir estratégias de reação.

A jornalistas, oposicionistas tentaram atribuir a culpa das sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, a Moraes e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A culpa de tudo é de Alexandre de Moraes e do presidente Lula", disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O plano inicial consistia em pedir a retomada das atividades da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Os presidentes das duas casas - Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado - decidiram por manter o recesso de duas semanas.

Com o afastamento das atividades, o PL decidiu por convocar sessões das Comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores da Câmara (ambas presididas por deputados por partido) para aprovar uma moção de louvor a Bolsonaro.

Na Comissão de Segurança, o requerimento tem a assinatura de membros do colegiado e é encabeçada pelo líder da oposição, Zucco (PL-RS). "Esta comissão entende como legítimo e necessário manifestar solidariedade formal ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, em respeito ao princípio da presunção de inocência, ao devido processo legal e à proteção dos direitos fundamentais", justificou.

Na Comissão de Relações Exteriores, há dois requerimentos: um do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e outro do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição.

Sóstenes disse que apresentou o requerimento porque Bolsonaro "recuperou o País da tragédia ao longo de 14 anos de gestões petistas. Ele então elenca 16 feitos "faraônicos" do ex-presidente.

No total, mais de 30 deputados bolsonaristas vieram para Brasília mesmo com o recesso parlamentar.

Estadão
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