Nunes Marques suspende quebras de sigilo de ex-diretor da PRF
Segundo ministro do STF, o requerimento determinado pela CPI do 8 de Janeiro “não está devidamente fundamentado”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques suspendeu as quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, que haviam sido determinadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de Janeiro. A decisão foi assinada em 26 de setembro, mas só veio a público nesta terça-feira, 3. As informações são da GloboNews.
Segundo o magistrado, que foi indagado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o requerimento aprovado pela CPI do 8 de Janeiro “não está devidamente fundamentado”. Ele alega que "não foram especificadas as condutas a serem apuradas mediante a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do impetrante, ou mesmo indicada a utilidade da providência".
Nunes Marques também afirma que "não há situação concreta relacionada ao impetrante que legitime a suspeita de que ele teria cometido ilícitos ligados aos eventos de 8 de janeiro último".
Silvinei Marques foi preso em agosto, na Operação Constituição Cidadã, que investiga suposta interferência no segundo turno das eleições de 2022.
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