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Política

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Número de candidatos ligados a forças de segurança diminui; 5 siglas concentram metade dos registros

Estadão mapeou 1.063 candidaturas de agentes de segurança dos quais 918 usam patentes e cargos nos nomes de urna; números são inferiores aos de 2022

18 ago 2026 - 20h19
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A participação de agentes de segurança diminuiu em 2026, na comparação com quatro anos atrás. Entre os 20.575 pedidos de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.063 disseram atuar como militares, policiais civis, delegados e outras funções correlatas. Em 2022, o número foi 1.621.

A proporção entre as demais candidaturas ficou em 5,2%, atrás também do último pleito, com 5,5%. Aquela foi a eleição que reuniu o maior número de candidatos das forças de segurança considerando postos civis e militares.

Neste ano, o Estadão também mapeou ao menos 918 postulantes que se apresentam aos eleitores com as patentes e os títulos que carregam pelas atividades que exercem em quartéis, delegacias de polícia ou agências de segurança privada. Na eleição de quatro anos atrás, ao menos 1.297 candidaturas se valeram do mesmo expediente.

O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, é responsável por 162 candidaturas e lidera o ranqueamento. Em seguida, aparece o Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, com 86. O Podemos é a terceira legenda que mais concentra agentes de segurança, com 77. União Brasil (55) e PSD (52) fecham o top 5.

As cinco siglas são responsáveis por cerca de 47% dos nomes de urna com referências a militares e a forças de segurança. Os demais candidatos estão distribuídos entre 20 outros partidos.

Os dados foram levantados pela página do TSE, em 18 de agosto — três dias depois do prazo para que os partidos registrassem os candidatos. Contudo, os números ainda podem ser atualizados, visto que parte dos pedidos seguem sob análise da Justiça Eleitoral.

Polícias lideram candidaturas em 2026

Policiais militares e civis somam 687 registros no TSE para a disputa eleitoral de 2026 — os primeiros aparecem em 569 candidaturas. Vigilantes (96), bombeiros militares (92), militares reformados (92) e membros das forças armadas (82) fecham as cinco primeiras ocupações com mais representantes entre as forças de segurança.

Viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Polícia Militar (PM) reforçam a segurança na Av. Paulista
Viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Polícia Militar (PM) reforçam a segurança na Av. Paulista
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Sargentos (194), coronéis (182), delegados (142), tenentes (90) e cabos (69) são os títulos mais recorrentes entre os nomes de urna dos candidatos. No caso das patentes militares, elas são adotados tanto pelas Forças Armadas quanto por parte das polícias no País.

Oficiais, federais, inspetores, investigadores, comissários, guardas, agentes e seguranças privados também compõem os cargos apresentados aos eleitores.

No cômputo geral, foram considerados 30 termos como "soldado", "policial", "delegado" e "federal", presentes nos nomes de urna. Também foram incluídas na pesquisa as abreviaturas de cargos civis e militares — por exemplo "CB" para cabo, "SGTO" para sargento, "PF" para policial federal e "GCM" para Guarda Civil Metropolitano.

Estadão
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