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Política

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Tarcísio, sobre eleições: Gastamos energia em discussões que não levam a lugar nenhum

18 ago 2026 - 19h22
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou nesta terça-feira, 18, um debate em torno de um projeto para o Brasil das campanhas que disputarão a presidência da República. Para ele, gasta-se muita energia em discussões que não vão levar o País a lugar nenhum.

"Estamos indo para uma eleição presidencial e a pergunta que faço é: qual o plano de Brasil que está na mesa? O que está realmente na mesa? Qual é a nossa capacidade de estabelecer consenso", declarou o governador durante participação na conferência anual do Santander.

Tarcísio, que disputa a reeleição ao governo de São Paulo, lamentou a falta de capacidade de organização política e institucional para projetar o futuro do País. Os investimentos, acrescentou, dependem de segurança jurídica e responsabilidade fiscal andando juntos.

Ele observou que o Plano Real talvez tenha sido o último momento de consenso político para enfrentar de forma conjunta um inimigo, no caso a hiperinflação. "Depois disso, talvez tenhamos perdido essa capacidade e virou bangue-bangue."

Tarcísio ressaltou também que a responsabilidade fiscal e a segurança jurídica são propósitos que dependerão de diálogo e visão pragmática de quem vencer a corrida ao Planalto. Nesse ponto, deu como exemplo a construção do túnel que ligará Santos ao Guarujá, um projeto dividido pelo governo do Estado com o governo federal apesar de não haver entre as partes uma visão de mundo convergente.

"O que é que vocês estão propondo? Vamos botar um projeto na mesa? Vamos falar de fiscal? Vamos falar com objetividade? O que é que nós vamos fazer? Vamos fazer ajuste ou não vamos fazer? E qual é o ajuste que vamos fazer?", questionou o governador ao abordar o que espera no debate das eleições.

Em relação à correção das contas públicas, Tarcísio salientou que o Brasil não precisa de um ajuste fiscal da ordem de 15% do PIB, como na Argentina sob o governo de Javier Milei. "Não precisamos disso. Um ajuste muito mais suave joga a trajetória da nossa dívida para baixo e resolve o nosso problema", avaliou.

Estadão
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