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Política

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Augusto Cury fala em reformas e critica o STF: 'Vitaliciedade precisa acabar'

Questionado em sabatina sobre o 8 de janeiro, escritor se esquivou de dizer se houve tentativa de golpe de Estado

18 ago 2026 - 20h14
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Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury afirmou que a vitaliciedade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa acabar. A declaração foi dada a jornalistas em sabatina realizada pelo SBT News, nesta terça-feira, 18.

O escritor sinalizou que, se eleito, tentaria modificar a composição da Suprema Corte. "Eu defendo nove membros para a Corte, para reduzir gastos, e dois terços deveriam ser magistrados de carreira. Quem deveria escolhê-los são as próprias classes de juízes."

Ainda sobre o Poder Judiciário, Cury foi perguntado se houve tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, ao que replicou de forma evasiva. "Difícil de dizer. Não vou entrar no tema, porque eu quero pacificar a nação, que está polarizada e radicalizada."

O candidato do Avante, contudo, disse que reuniria um grupo de juristas para analisar as penas dos condenados que, na opinião dele, foram desproporcionais.

Reforma administrativa e empreendedorismo

No tema econômico, o escritor disse que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) precisa apoiar empresas pequenas e microempreendedores individuais (MEI). "É preciso financiar dez milhões de micro empresas para preparar o Brasil. Eu dividiria o BNDES em dois bancos na primeira semana: um banco para grandes empresas e um para as micros."

Augusto Cury afirmou ser necessária uma reforma administrativa e que cortaria ao menos 15 mil cargos públicos comissionados, além de fundir Ministérios, caso fosse eleito presidente do Brasil. Ele ainda declarou que não acabaria com programas sociais como o Bolsa Família, mas encorajaria os beneficiários a se tornarem empreendedores.

Questionado sobre como governaria, disse que iria reunir setores políticos em torno de um "pacto nacional". O escritor afirmou que convidaria economistas para auxiliá-lo em um eventual governo, citando Ilan Goldfajn e Armínio Fraga. Também fez acenos a diversos nomes da direita, como Ratinho Júnior (PSD), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).

Luís Tibé, presidente do Avante, Augusto Cury e Tarcísio de Freitas em convenção em SP
Luís Tibé, presidente do Avante, Augusto Cury e Tarcísio de Freitas em convenção em SP
Foto: Pedro Augusto Figueiredo/Estadão / Estadão

O candidato também disse já ter dialogado com nomes do centrão, como Gilberto Kassab (PSD), Marcos Pereira (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos). "Por mais que se possa criticá-lo, o centrão é um fenômeno político importante, porque ele equilibra as coisas." Cury ainda declarou que implementaria um regime semipresidencialista e voltou a citar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível nome para primeiro-ministro.

Em outro momento, no entanto, Augusto Cury adotou discurso de candidato "outsider" e gestor de empresas. "Não tenho a experiência da política tradicional e nem quero tê-la, porque ela afundou o País. Nunca encontrei um ambiente tão tóxico." Diante da contradição de concorrer a um cargo político, Cury disse que escolheu entrar na corrida eleitoral por não quer se omitir.

Comparado a outras candidaturas de "outsiders", como a de Pablo Marçal (PRTB), o escritor disse respeitar o candidato à Presidência inelegível até 2032, além de acenar para Silas Malafaia pelo apoio que recebeu do pastor.

Estadão
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