Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Flávio, Moro e aliados defendem voto em Deltan no PR após candidatura ser indeferida pelo TSE

Estratégia do ex-procurador da Lava Jato é manter eleitorado mobilizado e tentar reverter decisão após o pleito

3 out 2026 - 23h43
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Após o TSE indeferir a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná na véspera da eleição, aliados como Flávio Bolsonaro e Sergio Moro mantiveram apoio e pediram votos no ex-procurador. A decisão monocrática considerou Deltan inelegível, tornando seus votos inicialmente nulos. Bem posicionado nas pesquisas, Dallagnol chamou a medida de absurda e tenta revertê-la juridicamente para validar a votação, enquanto aliados acusam a Justiça de tentar beneficiar a petista Gleisi Hoffmann.

Candidato a presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu voto para Deltan Dallagnol (Novo) na noite deste sábado, 3, e disse que a candidatura do ex-procurador da Lava Jato ao Senado pelo Paraná está mantida mesmo após ter sido indeferida pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano de Azevedo Marques.

"Quem vota Flávio Bolsonaro presidente, vota em Filipe Barros e em Deltan Dallagnol, que é candidato", disse Flávio durante uma transmissão nas redes sociais.

Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná, o próprio Deltan e outros aliados adotaram a mesma linha. Como o indeferimento ocorreu na véspera da eleição, o candidato do Novo estará nas urnas, mas seus votos serão considerados nulos. A expectativa de Deltan é que a decisão seja revertida posteriormente e os votos sejam declarados válidos.

"Essa decisão é absurda demais. O que eles querem é eleger a Gleisi [Hoffmann, candidata do PT ao Senado], mas nós não vamos deixar. O meu nome e meu número estão na urna. Nossa equipe jurídica está trabalhando e confia na reversão dessa decisão", declarou o ex-procurador.

Moro, por sua vez, chamou a decisão de "arbitrária e ilegal" e disse que votará no aliado para o Senado. "Diga não a essa arbitrariedade. Eu vou votar amanhã em Filipe Barros e Deltan Dallagnol. Brasília não tem o direito de escolher quem pode ser candidato aqui no Paraná", afirmou o candidato do PL.

Barros, que é o outro candidato ao Senado na chapa de Moro, criticou o fato da decisão ter sido tomada de forma monocrática. "Eu acabei de falar com o Deltan e com os advogados dele, que estão no TSE neste momento. Nada mudou", afirmou, antes de pedir voto em Deltan.

Segundo pesquisa Quaest divulgada neste sábado, 3 Dallagnol está entre os primeiros colocados na disputa pelas duas vagas para o Senado no Paraná. Barros tem 25% dos votos válidos, Alexandre Curi (Republicanos), 21% e Deltan Dallagnol, 21%. Gleisi Hoffmann (PT) aparece em quarto, com 15%.

Já a pesquisa Atlas aponta que Deltan lidera a corrida com 27% dos votos válidos, seguido de Barros, com 23,6% e Gleisi, com 19%. Sua saída poderia, portanto, beneficiar a petista.

A decisão judicial foi tomada a partir da análise de recursos das principais coligações que concorrem ao Senado do Paraná - entre elas, Brasil da Esperança, da candidata petista.

https://x.com/deltanmd/status/2106558916087943625?s=46&t=0l1FOaKxAgW53FXhSJfTIQ

Azevedo Marques entendeu que Deltan está inelegível por decisão tomada pelo TSE em 2023. Segundo o ministro, nada mudou e o argumento de que o ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal em novembro de 2021 como manobra para evitar a inelegibilidade continua valendo uma vez que a decisão da Corte eleitoral em última instância já havia sido tomada.

"A inelegibilidade decorreu do comportamento fraudulento do ora requerido em face do risco disciplinar então existente, e não propriamente do resultado dos procedimentos disciplinares, os quais restaram frustrados exatamente pela manobra levada a cabo", escreveu o ministro.

Apesar da decisão de 2023 do TSE, no dia 23 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná liberou a candidatura de Deltan. Agora, a decisão foi reformada pelo ministro.

Floriano Marques foi indicado para o TSE em 2023 e reconduzido dois anos depois. A nomeação foi apadrinhada por Alexandre de Moraes, de quem é amigo. Como mostrou o Estadão, em maio deste ano, Floriano Marques se reuniu no restaurante de um hotel em Brasília com o advogado José Luís de Oliveira Lima - que, na época integrava a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro e negociava um acordo de delação premiada para o cliente.

Em paralelo ao processo no TSE, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) apresentou ao ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), um pedido para anular os votos que serão dados a Deltan. Até a noite deste sábado, Gilmar não havia tomado uma decisão. O recurso do petista segue a linha de outras ações que na última semana caíram na mão do magistrado do Supremo para retirar o assunto da esfera do TSE, como ocorreu com a decisão que obrigou a TV Globo a incluir Renan Santos no debate de candidatos a presidente, confronto que acabou sendo cancelado.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra