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Política

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'Não tenho medo', diz Eduardo Bolsonaro após eleição de maioria democrata

Eduardo está foragido da Justiça brasileira desde 2025 e seu irmão, Flávio, fugiu do Brasil enquanto é investigado em dois casos no STF

5 nov 2026 - 18h52
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Resumo
Durante o evento conservador Cpac nos EUA, Eduardo Bolsonaro afirmou não temer deportação após o avanço democrata no Congresso, alegando estar legalizado e comparando sua eventual volta ao Brasil à deportação de refugiadas iranianas para uma ditadura. Condenado por coação em processo ligado a Jair Bolsonaro, ele vive no país com o irmão Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil descumprindo ordem judicial e sob investigações do STF, enquanto o PL segue como a maior força do Congresso brasileiro.

Em entrevista dada a Joey Mannarino, influenciador de direita dos Estados Unidos, durante o Cpac, evento conservador realizado nesta quinta, 5, Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou não temer ter que deixar os EUA após a eleição de muitos democratas como deputados e senadores nas eleições de meio de mandato estadunidenses.

Eduardo afirmou que não cabe ao Congresso definir questões relacionadas à revogação ou cancelamento de vistos. Além disso, ele e sua família estão em condição legal no país, assim como Flávio Bolsonaro (PL), seu irmão. Portanto, ele não teme ter que deixar o país.

Em seguida, ele compara sua condição à de mulheres refugiadas do Irã, afirmando que deportá-lo, assim como essas pessoas, seria levá-lo a uma "ditadura". Ele segue afirmando que, de fato, existe um regime opressor no Brasil.

Eduardo Bolsonaro é foragido da Justiça Brasileira desde 2025.
Eduardo Bolsonaro é foragido da Justiça Brasileira desde 2025.
Foto: Reprodução Youtube / Estadão

No país, ele atuou para interferir no julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, incitando sanções ao Brasil e a juízes do país. Por isso, ele foi condenado a coação no curso do processo em outubro do mesmo ano.

Seu irmão, Flávio, fugiu do Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder as eleições presidenciais para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao deixar o país, o político descumpriu determinação da Polícia Federal que pedia entrega de passaportes e proibição de sair do Brasil.

Ele está sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedidos de recurso financeiro para Daniel Vorcaro para produção de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em 2027, ele ficará sem foro privilegiado pela primeira vez em 24 anos.

Apesar de ter perdido a eleição presidencial e das acusações de um regime ditatorial no país, o PL, partido da família Bolsonaro, elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados. Além disso, formou maioria também no Senado e elegeu sete governadores.

Estadão
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