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"Não tenho e nunca tive uma turma", diz Janaina Paschoal

22 abr 2019
14h16
atualizado às 14h30
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Janaina Paschoal, deputada estadual mais votada do País, avalia críticas que recebe nas redes como parte do jogo, mas não descarta um viés machista de publicações contra sua atuação. A neófita, eleita pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, se diz fiel às próprias convicções e à Constituição - e não a "turmas", se referindo ao conjunto de parlamentares com interesses em comum. A declaração foi dada ao Estadão Notícias, da Rádio Eldorado.

Foto: Charles Sholl / Futura Press

Janaina elegeu o Twitter para emitir opiniões sobre a atuação do governo federal e admite que, após pedir a cabeça do ministro do Turismo, recebeu um telefonema do próprio Marcelo Álvaro Antônio. Na ocasião, uma parlamentar do partido relatou ter sido ameaçada de morte pelo chefe da pasta no caso das candidaturas laranjas em Minas Gerais.

Ouviu que o ministro seguirá no cargo e tudo será esclarecido na Justiça. "Acho que ele pensa como a ex-presidente Dilma (Rousseff). Se é inocente, não tem porque se afastar. Mas o princípio de presunção de inocência vale para o processo penal. No âmbito público, é melhor preservar a coisa pública", avalia Janaina.

A autora do processo de impeachment da ex-presidente petista revelou ainda à jornalista Carolina Ercolin que vê semelhanças entre o Partido dos Trabalhadores e o PSL. "Porque sinto um pouco de radicalismo no discurso do meu partido", disse.

A crítica é direcionada, no entanto, a interferência na política de preços da Petrobras feita pelo presidente Jair Bolsonaro. A jurista ainda defende a instalação da CPI da Lava Toga, entre outros motivos, para ser possível investigar o que realmente levou o presidente do STF, Dias Toffoli, a censurar veículos de imprensa.

Estadão

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