1 evento ao vivo

Movimentos pró-democracia têm apoio da esquerda e direita

Manifestos que se posicionam contra o governo de Jair Bolsonaro é amplamente apoiado na internet

2 jun 2020
07h39
atualizado às 08h36
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Movimentos da sociedade civil com o objetivo de defender os valores democráticos estão recebendo cada vez mais apoio na internet, e reunindo nomes de diferentes espectros políticos.

Mais de 225 mil pessoas já assinaram o manifesto do "Estamos Juntos", lançado no sábado passado. O grupo tem adesão de figuras como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o apresentador de TV Luciano Huck, o jurista Miguel Reale Júnior, a atriz Fernanda Montenegro e o músico Caetano Veloso.

Luciano Huck apareceu em vídeo divertido com a filha, Eva, postado por ela nesta quarta-feira, dia 26 de fevereiro de 2020
Luciano Huck apareceu em vídeo divertido com a filha, Eva, postado por ela nesta quarta-feira, dia 26 de fevereiro de 2020
Foto: Divulgação, TV Globo / PurePeople

"Esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia", diz o manifesto.

Declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados sobre uma eventual ruptura institucional fizeram surgir outros movimentos. A hashtag "Somos 70 por cento", em alusão ao porcentual dos que consideram o governo Bolsonaro ruim, péssimo ou regular, segundo a última pesquisa Datafolha, ganhou força no fim de semana. Idealizada pelo economista e escritor Eduardo Moreira, teve a chancela de personalidades, como a apresentadora Xuxa Meneghel.

Juristas e advogados lançaram no domingo o manifesto "Basta!", que acusa o presidente de cometer crimes de responsabilidade. Até ontem, 25 mil pessoas haviam apoiado a ação, entre elas os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Dalmo Dallari e José Afonso da Silva, além do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, e o diretor da faculdade de Direito da USP, Floriano de Azevedo Marques. "O que se quer é a preservação da democracia", disse o criminalista Pierpaolo Bottini, um dos signatários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também:

Ministro da Saúde foi avisado de que efeitos da covid-19 durariam até 2 anos
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade