Ministros do STF se preocupam com sabatina de Messias no Senado
Integrantes do tribunal temem que o advogado-geral da União seja reprovado na votação por resistência do presidente do Senado ou seja aprovado com o placar mínimo; leia bastidor
BRASÍLIA — Ao menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dois assessores da Corte demonstram preocupação com eventual reprovação de Jorge Messias na sabatina agendada para quarta-feira, 28, no Senado. Segundo integrantes do tribunal, a situação do candidato mudou nos últimos dias e a aprovação para ocupar a cadeira vazia no plenário da Corte já não é uma garantia.
Primeiro, Messias precisará responder aos questionamentos dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em seguida, terá o nome votado no colegiado e, se for aprovado, precisará dos votos da maioria dos 81 senadores em plenário.
No início do mês, a contabilidade de integrantes do Supremo e outras pessoas do tribunal indicava que Messias seria aprovado. Agora, a avaliação é que, se o advogado-geral da União obtiver os votos necessários, será com um placar apertado.
Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que estão no setor mais articulado politicamente do STF, são contrários à indicação e não se mexeram para ajudar Messias. Por outro lado, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin atuaram perante os senadores para abrir o caminho de Messias.
Ainda assim, o grupo de apoiadores não teria conseguido furar o principal entrave ao advogado-geral: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na véspera da sabatina, o senador não conversou com Messias.
Na semana passada, Zanin promoveu um evento em casa e convidou Messias e Alcolumbre, que compareceram ao local. A assessoria de imprensa do senador informou que ele só foi informado da presença do advogado-geral no local quando já estava a caminho. Portanto, não teria sido um encontro marcado entre os dois.
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