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Política

Ministro do Turismo, Celso Sabino é expulso do União Brasil por continuar no governo Lula

Deputado licenciado, Sabino se recusou a cumprir ordem de partido do Centrão para entregar o cargo

8 dez 2025 - 16h53
(atualizado às 20h26)
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BRASÍLIA - O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi expulso nesta segunda-feira, 8, dos quadros do União Brasil. A decisão foi tomada porque Sabino desobedeceu à ordem para entregar o cargo depois que a cúpula do partido decidiu romper com o governo Lula.

Sabino enfrentou processo no Conselho de Ética do União Brasil e já havia dito que não podia cumprir o "ultimato" dado pela legenda e sair do governo às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-30), realizada em novembro, no Pará. No fim de setembro, o ministro chegou a apresentar uma carta de demissão, mas voltou atrás após conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Saio com o sentimento de que fui injustiçado, mas saio com a cabeça erguida", afirmou Sabino. "Sigo ao lado do melhor presidente que o Brasil já teve, que é o presidente Lula".

Em outubro, o ministro disse, em entrevista ao Estadão, que estava decidido a permanecer na equipe de Lula, mesmo sob risco de expulsão.

"Quando você fala do primeiro escalão, de um ministério, você não está falando da administração de uma quitanda da esquina. Nada contra as quitandas da esquina, mas a gente tem projetos que estão em andamento", argumentou ele, na ocasião.

Pré-candidato ao Senado pelo Pará, nas eleições de 2026, Sabino está em negociação para se filiar ao Republicanos - outro partido que compõe o Centrão - e quer o apoio de Lula. O Republicanos, porém, é a sigla que abriga o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, adversário do presidente.

De início, a intenção de Sabino era entrar no MDB, mas o governador do Pará, Helder Barbalho, um dos expoentes da legenda, também concorrerá ao Senado. A segunda vaga de senador na chapa está prometida para o presidente da Assembleia Legislativa, conhecido como deputado Chicão. Trata-se de mais um integrante do MDB, assim como a vice-governadora, Hana Ghassan Tuma, que disputará a sucessão de Barbalho.

Lula sabe que nem o Centrão nem o MDB se casarão de papel passado com ele na campanha de 2026, mas está atrás de alianças com "pedaços" desses partidos para construir palanques nos Estados e enfrentar a direita.

Alcolumbre é da ala do União Brasil que ainda tem indicados no governo

Embora o União Brasil tenha decidido romper com o governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), mantém apadrinhados no primeiro escalão. Alcolumbre é um dos dirigentes mais importantes do partido presidido por Antônio Rueda.

O péssimo relacionamento entre Lula e Rueda veio a público em meados do ano. A bancada do União Brasil sempre se dividiu nas votações de interesse do Planalto, mas, em julho, o presidente reclamou de Rueda, que classificou o governo como "triste", sob o argumento de que a gestão petista não entregava o que a sociedade precisava. Em agosto, durante reunião ministerial, Lula disse saber que Rueda não gostava dele e admitiu que a recíproca era verdadeira.

A partir daí, todas as acusações contra Rueda e o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, foram atribuídas pelas cúpulas dos dois partidos - que formam uma federação - a intrigas do Planalto.

Mesmo após o divórcio litigioso, no entanto, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o titular das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho - indicados por Alcolumbre -permaneceram na Esplanada.

O comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) também é integrado por pessoas da confiança do presidente do Senado.

Nos últimos dias, Alcolumbre entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto porque Lula indicou o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Alcolumbre queria emplacar na Corte o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e, após ser contrariado, deu início à votação de uma pauta-bomba que amplia gastos do Executivo.

Estadão
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