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Política

Ministro de Minas e Energia diz que País pode precisar de defesa nuclear

Alexandre Silveira destacou que o Brasil possui a maior reserva de urânio do mundo

5 set 2025 - 17h41
(atualizado às 23h20)
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira, 5, que o Brasil precisa investir mais em tecnologia nuclear para se proteger de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita durante a posse dos novos diretores da Agência Nacional de Segurança Nuclear e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. Após a repercussão da fala, ele divulgou nota para reforçar o uso pacífico da tecnologia nuclear (veja ao fim do texto).

"Mesmo que isso seja polêmico, nós estamos vivendo arroubos internacionais muito graves no mundo, em especial nos últimos tempos", disse Silveira durante a cerimônia na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao lado do presidente Lula
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao lado do presidente Lula
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em discurso, o ministro citou a Constituição e ressaltou o potencial do Brasil em reservas de urânio. "Um país que é gigante pela própria natureza, que tem 11% da água doce do planeta, clima tropical, solo fértil e tantas riquezas minerais, precisa levar muito a sério a questão nuclear. No futuro, nós vamos precisar dessa tecnologia também para a defesa nacional", afirmou.

Silveira também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem conseguido manter a soberania brasileira e defendeu um debate mais amplo sobre o tema.

"Tenho absoluta certeza de que os homens públicos do País, em especial o Congresso Nacional, vão ter que rever a posição (sobre o uso pacífico da tecnologia)", completou.

Após a repercussão da fala, o ministro divulgou nota à imprensa para reiterar que a energia nuclear no Brasil só pode ser usada para fins pacíficos e que o que defendeu foi apenas que "em um futuro, espera, longínquo, o povo e seus representantes num país democrático têm o legítimo direito de debater como preservar sua absoluta soberania".

Veja a íntegra da nota:

"O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, jurista e pacifista, reafirma que o uso da energia nuclear no Brasil só pode ser utilizada para fins pacíficos, como determina a Constituição Federal. Portanto, com destinação a geração de energia elétrica limpa e aplicação na medicina nuclear, tanto para diagnóstico, quanto para tratamento de enfermidades.

O Brasil cumpre integralmente os compromissos internacionais que consolidam essa posição — entre eles, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), o Tratado de Tlatelolco e o Acordo Quadripartite com a República Argentina, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Agência Brasil-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).

A especulação gerada decorreu de uma resposta a jornalistas na saída de um evento, em que o ministro foi questionado sobre soberania nacional e os recursos naturais do país em um cenário hipotético de futuro debate legislativo.

O ministro respondeu que, nos ataques especulativos geopolíticos atuais e tendo o país riquezas estratégicas como 11% da água doce do planeta, terra fértil e abundante, jazidas minerais relevantíssimas, em especial dos minerais críticos para transição energética e estratégicos para segurança alimentar, petróleo e detendo a cadeia nuclear completa, em um futuro, espera, longínquo, o povo e seus representantes num país democrático têm o legítimo direito de debater como preservar sua absoluta soberania, hoje assegurada graças à liderança, experiência, coragem e diálogo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."

Estadão
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