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Política

Ministério da Defesa pede ao Telegram exclusão de chat com mensagem golpista após matéria do Estadão

Pasta sob gestão Bolsonaro publicou link para canal contendo pedido de golpe de Estado; órgão alega uso indevido de nome para

10 mar 2025 - 19h41
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BRASÍLIA - Após o Estadão revelar que o Ministério da Defesa publicou em 2022 um tuíte que leva para um canal no Telegram com uma mensagem de pedido de golpe de Estado, a pasta anunciou nesta segunda-feira, 10, ter pedido ao aplicativo de mensageria a exclusão do chat.

O ministério alega que o canal usa indevidamente o seu nome. Intitulado "Ministério da defesa", com erro no uso de letra minúscula no nome da pasta, o chat conta com apenas 289 inscritos e não é o oficial da pasta.

"O Ministério da Defesa informa que solicitou à plataforma Telegram, nesta segunda-feira, a exclusão do canal que usa indevidamente o nome do Ministério da Defesa. Cabe destacar que o canal citado em reportagem do Estadão não é utilizado atualmente pela pasta", informou o ministério.

"A Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério da Defesa tomou conhecimento do uso indevido do canal por meio da reportagem e esclarece que mantém uma conta oficial e verificada na plataforma Telegram, que pode ser acessada pelo link".

O Estadão revelou no domingo, 9, que o perfil oficial do Ministério da Defesa publicou em 7 de novembro de 2022, ainda sob o governo Bolsonaro, um tuíte que leva para um canal no Telegram com uma mensagem de pedido de golpe de Estado. A publicação permanece por 28 meses no ar.

Procurado naquela ocasião, o ministério não quis comentar. Consultados informalmente, membros da pasta não souberam dizer se o episódio se trata de um hackeamento ou teve o envolvimento de algum servidor.

A postagem original no então Twitter foi feita oito dias após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O ministro da pasta era o general Paulo Sérgio Nogueira, que havia sido antes comandante do Exército.

O tuíte da Defesa orienta o usuário a conferir na íntegra uma nota sobre o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, mas o link publicado leva para outra rede social, o Telegram. Ali, há uma única mensagem publicada: "Dê o golpe jair", diz o texto ao lado de um emoji de bandeira do Brasil. Veja no vídeo abaixo.

Há registros feitos por usuários no Twitter naquela semana de que a mensagem pedindo golpe pode ter sido feita entre a noite do dia 9 e a tarde do dia 10, dias após a criação do canal. No post, consta como última edição às 13h11 do dia 10. A publicação ocorreu em meio ao envolvimento direto do ministério e de setores das Forças Armadas para investigar as urnas eletrônicas.

Antes do pedido de golpe, a conta da Defesa havia divulgado um aviso sobre o trabalho que fizera na auditoria das urnas. Uma nota replicada no site oficial da Defesa, ainda no ar, do dia 7 de novembro, dizia que, dali a dois dias, o ministério encaminharia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, realizado pela equipe de técnicos militares das Forças Armadas.

O relatório, entregue no dia 9, no entanto, não apontou qualquer fraude eleitoral e ainda reconheceu que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo TSE eram idênticos. Ou seja, o boletim que a urna tinha imprimido registrando os votos dados ao final da votação conferia com o resultado da totalização divulgada pelo tribunal.

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