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Política

Maioria repudia tarifaço de Trump e critica atuação da família Bolsonaro nas redes, mostra análise

Especialista em monitoramento de redes analisou mais de 35 mil comentários em perfis de veículos de comunicação nas redes sociais

10 jul 2025 - 16h46
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A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros prometida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta à "perseguição" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mobilizado as redes sociais e pode estar frustrando a estratégia dos bolsonaristas de pressionar os Poderes em benefício do ex-chefe do Executivo.

Levantamento do analista em monitoramento de redes sociais Pedro Barciela mostra que 78% das menções à crise expressam repúdio à taxação dos produtos brasileiros e à atuação da família Bolsonaro, especialmente à do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Filho do ex-presidente, o parlamentar licenciado se mudou para os Estados Unidos em fevereiro em busca de sanções contra autoridades brasileiras para ajudar o pai, réu por golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apenas 12% das menções expressam apoio ao presidente americano. Foram analisados mais de 35 mil comentários em perfis de portais da imprensa nas redes sociais. A estratégia é usada para afastar da análise os nichos de páginas bolsonaristas ou governistas, que tendem a reunir apenas apoiadores.

"É possível afirmar que a perspectiva bolsonarista do episódio, que envolve a defesa de 'punição coletiva' como resposta à impunidade de um indivíduo (Jair Bolsonaro) não gerou a catarse esperada nas redes, muito pelo contrário", analisou Barciela.

A análise agrupou as temáticas mais abordadas nos comentários e concluiu que 29% deles mencionam o princípio da reciprocidade, destacam a soberania nacional e o direito de o Brasil revidar a ameaça tarifária.

Outros 24% atribuem aos aliados de Bolsonaro a responsabilidade pela taxação, acusando a família do ex-presidente de "antipatriotismo", e criticam também parlamentares do PL por apoiarem as resoluções americanas.

Ainda segundo a análise, 21% dos comentários usam ataques pessoais a Trump para criticar a medida do republicano, e termos como "patriotários" e "vira-latas" foram usados para falar sobre o posicionamento da direita brasileira a favor da taxação. Foram 16% das menções destacando preocupação com os riscos econômicos das medidas, e 10% consideraram que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstra força no episódio.

Como mostrou o Estadão, enquanto políticos de direita foram para as redes endossar a decisão do presidente americano, culpando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e o governo Lula, governistas acusam incoerência dos bolsonaristas "patriotas" em defenderem sanções econômicas contra o próprio País.

Estadão
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