Lula diz que Flávio Bolsonaro foi eleito aos 21 anos 'já apoiado pelo crime organizado'
Em entrevista, o presidente Lula atacou Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que o filho do ex-presidente foi eleito vereador aos 21 anos apoiado por milicianos e pelo crime organizado. O petista também questionou eleitores instruídos que apoiam o rival, criticou o excesso de controle do Congresso sobre emendas parlamentares e agências reguladoras e defendeu uma reforma política para extinguir os fundos eleitoral e partidário, que chamou de promíscuos.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou nesta quarta-feira, 30, a biografia de seu principal adversário na corrida presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula disse que Flávio nunca trabalhou na vida e se tornou vereador com 21 anos de idade "apoiado pelo crime organizado".
As declarações foram feitas durante entrevista a influenciadores de esquerda exibida no canal do YouTube Cosmo Política.
"Qual o compromisso com qualquer seriedade que esse cara Flávio tem? Nenhuma, ele não tem biografia, nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelos milicianos e nunca mais parou", disse Lula.
Jair Bolsonaro
Ele também criticou a biografia do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele também nunca trabalhou na vida, entrou para o exército e tentou "estourar quartel".
Lula ainda disse que fica "com pena" quando vê que, quanto mais graduada e instruída a pessoa é, mais ela é conservadora. "Quando vejo um cara com diploma universitário, economista, cientista, votar no Bolsonaro, eu fico pensando, o que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?", questionou.
Emendas parlamentares
O petista também criticou o volume das emendas parlamentares hoje "Não existe país no mundo em que Congresso fica com 50% do orçamento da União", criticou.
Agências reguladoras
Lula ainda afirmou que o Congresso também "tomou conta" do controle de agências reguladoras. "Tem muita gente nas agências que são representantes de empresários indicados por senadores, o que é um equívoco enorme. Ou seja, quem define a política pública é o governo."
Fundo eleitoral
O petista ainda avaliou que, no passado, já foi favorável à existência dos fundos eleitorais e partidários, mas que hoje é "taxativamente" contra.
"Acho que levou os partidos políticos a uma coisa chamada promiscuidade. se depender da minha vontade pessoal, vou trabalhar para acabar com isso os fundos", disse Lula, acrescentando que, por isso, é favorável a uma nova reforma política no País.
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