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Fachin intima Renan Calheiros e Eduardo Braga a depor

PF cumpriu, nesta terça-feira, uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, por ordem do ministro

5 nov 2019
10h59
atualizado às 12h15
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A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça, 5, uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram intimados para prestar depoimento no âmbito da investigação.

Fachin chega ao STF 3/10/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Fachin chega ao STF 3/10/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

A ação é um desdobramento do inquérito 4707, que apura supostas doações de R$ 40 milhões feitas pelo grupo Grupo J&F a senadores do MDB para as eleições de 2014. A informação partiu da delação de Ricardo Saud, que serviu como base para a instauração do inquérito.

Além de Renan e Eduardo, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) e ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU), também estão entre os investigados do inquérito 470.

Em junho, o delegado Bernardo Guidali Amaral, que assina as intimações enviadas aos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga, pediu a Fachin que prorrogasse o prazo do inquérito.

Segundo o advogado Luiz Henrique Machado, Renan Calheiros recebeu a intimação em Maceió, mas não há cumprimento de mandados judiciais em endereços ligados ao parlamentar.

A defesa de Eduardo Braga também indicou que não são realizadas buscas em endereços ligados ao senador. EEm nota, o parlamentar informou ainda que já entrou em contato com a Justiça para 'ajustar' a data de sua oitiva.

Eduardo Braga 'troca' depoimento por reunião com Onyx

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) esteve no Palácio do Planalto nesta manhã, por volta das 10h, em reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). O emedebista havia sido chamado a comparecer na sede da Polícia Federal no mesmo horário para prestar esclarecimentos em uma investigação da qual é alvo.

O próprio senador divulgou em seu Facebook o documento enviado a ele pela PF. O pedido para ouvir o senador é assinado pelo delegado da PF Bernardo Guidali Amaral e solicita o comparecimento de Braga às 10h desta terça-feira.

Segundo Braga, seus advogados já entraram em contato com a polícia para remarcar o depoimento. "Eu recebi um agendamento de oitiva. E, como sempre, apoio toda e qualquer intimação. O que não é justo é fake news de que imóveis meus ou meu gabinete foram alvo de busca e apreensão", afirmou o senador ao sair do Palácio do Planalto. Ele estava acompanhado do senador Omar Aziz (PSD-AM) e disse que o encontro com Onyx serviu para tratar de temas relacionados ao Amazonas.

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça-feira, 5, uma série de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

A ação é um desdobramento do inquérito 4707, que apura supostas doações de R$ 40 milhões feitas pelo grupo Grupo J&F a senadores do MDB para as eleições de 2014. A informação partiu da delação de Ricardo Saud, que serviu como base para a instauração do inquérito.

Além de Eduardo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi intimado a prestar depoimento no caso. O senador Jader Barbalho (MDB-PA) e o ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU), também estão entre os investigados do inquérito 470.

Após a reunião com Onyx, a assessoria de Braga também divulgou um documento assinado pelo secretário-geral adjunto da Mesa do Senado, José Roberto Leite Matos, em que certifica a participação do senador na Comissão de Assuntos Econômicos. O colegiado tinha reunião marcada na manhã desta terça-feira, também às 10h, mesmo horário da oitiva na PF e do encontro com Onyx.

Com a palavra, a defesa de Eduardo Braga:

"O senador Eduardo Braga recebeu esta manhã uma solicitação do Delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (STF). Já estabeleceu contato para ajustar a data. O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação. A cobertura midiática de hoje, talvez por sensacionalismo, talvez por desinformação, menciona fato que simplesmente não existiu, na medida em que nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga."

Com a palavra, a defesa do senador Renan Calheiros:

"Senador Renan não foi alvo de operação. Não há busca e apreensão, como também não há qualquer determinação a ser cumprida nas dependências do Congresso. Entregaram uma simples intimação para prestar esclarecimentos. Nada mais que isso".

Com a palavra, o ministro Vital do Rêgo Filho:

A reportagem busca contato com a defesa do ministro.

Com a palavra, o senador Jader Barbalho:

A reportagem busca contato com a defesa do senador.

Estadão
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