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Política

Guedes nomeia apoiador de Bolsonaro a corregedor da Receita

João José Tafner é auditor fiscal desde 2007; segundo fontes da Receita Federal, Tafner é tido no órgão como bolsonarista

1 fev 2022 - 14h08
(atualizado às 14h13)
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João José Tafner (centro) com Eduardo Bolsonaro e Marcus Dantas, em evento de apoio a Bolsonaro em 2018; Tafner foi nomeado corregedor da Receita Federal. 
João José Tafner (centro) com Eduardo Bolsonaro e Marcus Dantas, em evento de apoio a Bolsonaro em 2018; Tafner foi nomeado corregedor da Receita Federal.
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, nomeou um simpatizante do presidente Jair Bolsonaro (PL) como novo corregedor da Receita Federal. O cargo estava vago desde julho do ano passado e ganhou relevância após o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) acionar o órgão alegando que havia irregularidades na atuação de auditores que investigaram a acusação de 'rachadinha' no gabinete do senador. O caso foi arquivado.

A nomeação de João José Tafner foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 1º. Auditor fiscal desde 2007, ele apoiou a campanha para deputado estadual do também auditor fiscal Marcus Dantas. Em fotos nas redes sociais, Tafner aparece ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e de Dantas durante a campanha usando adesivos do então candidato e a camiseta da seleção brasileira, que se tornou uniforme dos apoiadores do presidente.

Segundo fontes da Receita Federal, Tafner é tido no órgão como bolsonarista. Além disso, a indicação chama a atenção porque Tafner não ocupava funções de liderança dentro do Fisco. De acordo com dados do Portal da Transparência, ele não tinha cargo gratificado, dado a chefes, desde 2014.

Apesar de ser simpatizante do governo, Tafner não foi a primeira escolha do clã Bolsonaro para o cargo. Segundo fontes, o presidente Bolsonaro chegou a convidar Dagoberto Lemos para o cargo, o que levou a reação dentro da Receita. O então secretário José Tostes tinha escolhido, com apoio de Guedes, Guilherme Bibiani.

Estadão
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