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Política

Glauber Braga dorme no plenário da Câmara e diz ter perdido dois quilos em protesto contra cassação

Deputado federal anunciou greve de fome após decisão do Conselho de Ética da Casa sobre seu mandato na última quarta-feira; assessoria do parlamentar afirma que o psolista está bem

12 abr 2025 - 10h42
(atualizado às 14h28)
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O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) permanece no plenário da Câmara dos Deputados neste sábado, 12, onde promete passar o fim de semana em protesto contra o processo que pode resultar na cassação de seu mandato. Após a decisão do Conselho de Ética, que aprovou o pedido de cassação na última quarta-feira, 9, o parlamentar anunciou que só deixará o local após o fim do processo e seguirá em greve de fome.

Braga afirmou estar sem se alimentar há 84 horas. Ele tem dormido no chão do plenário 5 da Câmara, o mesmo onde foi julgado, e diz que desde o início da greve, já perdeu dois quilos. Ele chegou a fazer exames de sangue e de urina, e tem consumido soro fisiológico a pedido da equipe médica, que visita o parlamentar duas vezes por dia. Segundo a assessoria do parlamentar, as coletas de sangue apontam que ele está bem de saúde, e o resultado do exame de urina será divulgado na próxima semana.

O médico Bernardo Ramos, responsável pelo atendimento do deputado, afirmou que Braga "está em bom estado, apesar de algum abatimento, o que certamente se explica pelo seu jejum". O parlamentar tem ingerido líquidos intercalando entre água, solução isotônica e água de coco.

A equipe do deputado afirmou ainda quem ele tem dormido quatro horas por noite e que, durante a última madrugada, assistiu um episódio de Black Mirror e conversou com servidores da Câmara. Segundo a assessoria, o sábado será "dedicado à família".

"Tô em greve de fome há 3 dias e 6 horas. Sigo aqui dormindo no mesmo plenário do Conselho de Ética que recomendou a minha cassação. O meu ato é um grito de denúncia. Arthur Lira tem muito poder e grana mas ele não pode tudo. O orçamento secreto não pode comprar a minha cabeça!", escreveu Braga em seu perfil no X, na manhã deste sábado.

O processo contra Glauber foi aberto em 2024, após ele expulsar, aos chutes, o influenciador Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL), das dependências da Câmara. O episódio ocorreu em 16 de abril, após Costenaro fazer insinuações sobre a ex-prefeita de Nova Friburgo, Saudade Braga, mãe do deputado, que na época estava doente. Ela morreu 22 dias depois.

O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é o principal alvo das críticas do psolista. Glauber alega que a tramitação do processo foi conduzida nos bastidores com apoio de Lira.

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