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Política

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Floriano Marques diverge de Mendonça em decisão sobre Nossa Senhora Aparecida

30 set 2026 - 19h47
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Resumo
O ministro Floriano Marques divergiu de André Mendonça no TSE sobre a remoção de posts que ligavam Flávio Bolsonaro a um projeto contra o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O placar está em 3 a 2 para manter a ordem de retirada sob justificativa de fake news. Ricardo Cueva divergiu em parte, e o caso gerou conflitos no STF entre Flávio Dino e Luiz Fux. Para conter a crise interna, o presidente da Corte, Edson Fachin, desistiu de levar o julgamento ao plenário presencial.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divergiu da decisão do ministro André Mendonça que determinou a derrubada de postagens que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O voto do ministro foi registrado no sistema do TSE como "divirjo do relator", mas ainda não é possível saber a extensão da divergência.

A sessão virtual do TSE começou na manhã desta quarta-feira e vai até às 23h59 de hoje. Até o momento, o placar está em 3 a 2 pela manutenção da decisão.

Ao rebater acusações de cerceamento religioso em seu voto, Mendonça disse que "a fé e Nossa Senhora Aparecida não estavam em julgamento", mas sim a circulação de uma notícia falsa em meio ao período eleitoral.

Já o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu parcialmente do relator. Para ele, devem ser removidas apenas as postagens que afirmam que Flávio é autor ou apoiou projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O magistrado também avaliou que não devem ser considerados "fake news" os demais conteúdos, mesmo que mencionem a possibilidade de que o candidato do PL venha a apoiar medidas dessa natureza no futuro.

Após a ordem de Mendonça, proferida na última sexta-feira, 25, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet e liberou as postagens que associam Flávio ao boato. Depois, o ministro do STF Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo os efeitos da liminar de Mendonça.

Com a divergência entre os ministros, o presidente da Corte, Edson Fachin, cogitou pautar o caso no plenário presencial do Tribunal. Entretanto, ele foi desaconselhado por colegas para evitar novos embates entre os magistrados em um momento de crise interna.

Estadão
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