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Política

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Datafolha projeta reeleição de Lula no segundo turno da eleição presidencial marcado por prorrogação da votação

25 out 2026 - 17h46
(atualizado às 21h11)
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Resumo
O Datafolha e a AtlasIntel projetaram a vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial, garantindo-lhe um quarto mandato. A disputa foi marcada pela decisão do STF de estender a votação até as 19h em urnas abertas, após pedidos de ambas as campanhas por problemas climáticos e de transporte. Com mais de 86% das urnas apuradas, o petista liderava com 51,45% dos votos válidos, impulsionado pela menor abstenção e revertendo a desvantagem que teve no primeiro turno.

O Datafolha projetou neste ‌domingo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e assumirá um quarto mandato na Presidência da República em 5 de janeiro de 2027.

De acordo com a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 86,41% das seções apuradas, Lula tinha 51,45% dos votos válidos e Flávio somava 48,55%.

A votação neste domingo foi marcada por uma prorrogação do horário de votação determinada pela Justiça a pedido das campanhas dos dois candidatos.

Assim que ⁠o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou a divulgação dos dados -- ela havia sido interrompida pela prorrogação do tempo de votação até as 19h --, ‌Lula aparecia liderando, mas depois foi superado por Flávio. Agora, o petista virou o placar e lidera a corrida presidencial, com projeções apontando o petista como vencedor.

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, projetou em entrevista à Reuters a reeleição de Lula. ‌Roman citou a redução da abstenção neste segundo turno como um dos fatores ‌que, segundo ele, levará à vitória de Lula.

A prorrogação do horário de votação até as 19h foi determinada pelo ⁠ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos de ambas as campanhas, e abrangeu apenas as urnas que ainda estavam abertas.

"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados", disse Zanin.

O adiamento do horário de encerramento da votação teve como origem pedido ‌da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegando falta de ônibus nas cidades de Salvador, Feira de Santana e Lauro ‌de Freitas, todas na Bahia.

Posteriormente, a campanha ⁠de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a ⁠ampliação da votação por mais duas horas em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina devido às condições climáticas nessas regiões.

Diante dos ⁠pedidos das campanhas e de relatos nas redes sociais de dificuldades de ‌transporte de eleitores, Zanin decidiu pela prorrogação.

Apesar ‌da decisão de adiamento, diante da ausência de comunicação oficial por um bom tempo, muitas das seções fecharam normalmente às 17h, impedindo a retomada da votação nesses locais. Mesários de diferentes capitais brasileiras relataram que as seções eleitorais foram encerradas no horário original.

"Deu 17h02, no máximo, pediram para encerrar. Nós encerramos as urnas e fomos embora", disse Renata Araújo, ⁠mesária em uma escola na zona norte de São Paulo.

Flávio Bolsonaro, senador de 45 anos e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, largou na frente na disputa pelo Planalto após um resultado surpreendente no primeiro turno, disputado há três semanas, quando terminou na liderança com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula.

O atual presidente e candidato à reeleição, que completará 81 anos na próxima terça-feira e que busca um quarto mandato presidencial, reduziu ‌gradativamente a distância para o rival nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, o que levou a corrida a um cenário incerto.

Um dos fatores cruciais a ser observado, na avaliação de analistas, será o comparecimento às urnas, já que ⁠historicamente o eleitorado que tende a apoiar mais Lula e o PT costuma ter um comparecimento menor.

Não à toa, a campanha de Lula concentrou esforços em incentivar pessoas que não votaram no primeiro turno a comparecerem na seção eleitoral neste domingo. No primeiro turno, mais de 33,4 milhões de eleitores não foram votar, uma abstenção de 21,08%, em um total de mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar.

Neste domingo, Flávio também fez um apelo para que os eleitores comparecessem às urnas.

Uma vitória de Flávio ampliaria uma onda de triunfos de candidatos de direita na América Latina alinhados ao presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto um quarto mandato de Lula seria uma decepção para Washington, que teve atritos com o governo do petista em questões de comércio e segurança.

Até o momento, Trump evitou declarar apoio a qualquer candidato. Questionado no domingo sobre quem ele gostaria que vencesse, Trump não quis responder.

"Não quero entrar nesse assunto, mas estamos acompanhando", disse ele a jornalistas em Washington.

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